Setor cárnico paraguaio projeta aumento de exportações para o fim do ano
A indústria cárnica paraguaia se prepara para culminar o ano ampliando seu alcance nos mercados internacionais, com especial ênfase nas oportunidades que se apresentam nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, a dinâmica dos principais exportadores da região gera novos cenários que poderiam influir na colocação da produção nacional.
Daniel Burt, gerente geral da Câmara Paraguaia de Carnes (CPC), destacou o interesse dos frigoríficos paraguaios em aproveitar o espaço que se abre no mercado estadunidense através de uma cota temporária de 300.000 toneladas. "Queremos nós mais espaço dentro desse mercado porque acreditamos que temos a qualidade, temos a capacidade e somos um país muito amigo dos Estados Unidos", expressou durante uma comunicação com La Nación/Nación Media.
Objetivos de expansão no mercado estadunidense
Burt explicou que Paraguai estima enviar anualmente cerca de 60.000 toneladas para esse destino. Caso o país conseguisse aproveitar cerca de 30.000 toneladas adicionais, os envios poderiam alcançar aproximadamente 90.000 toneladas. O representante reconheceu que se trata de uma meta desafiadora, considerando a duração limitada da medida, mas enfatizou que o setor realizará os esforços necessários para capitalizar essa oportunidade.
Dinâmicas regionais e competência
Quanto ao cenário regional, Burt explicou que os movimentos do Brasil têm uma incidência direta sobre Paraguai, uma vez que ambos os países competem em distintos mercados. A situação sanitária que atualmente limita o acesso da carne brasileira à União Europeia poderia impulsionar esse país a buscar mercados alternativos para colocar seus excedentes.
Essa situação poderia intensificar a competência em mercados estratégicos para Paraguai, como Chile e Estados Unidos. Não obstante, também poderia abrir oportunidades pontuais para a carne paraguaia na Europa, embora atualmente esse mercado represente uma proporção reduzida das exportações nacionais.
Manutenção de padrões sanitários
Nesse contexto, Burt considerou fundamental manter o cumprimento das exigências sanitárias internacionais. "É importante não baixar a guarda", afirmou, destacando o trabalho coordenado entre o setor privado e as autoridades sanitárias para sustentar o acesso a mercados cada vez mais exigentes.
Perspectivas para o mercado interno
Para o mercado interno, o principal fator a considerar será o comportamento climático para o fim do ano, especialmente pelas dificuldades que poderiam se apresentar para transportar gado desde zonas do Chaco e estabelecimentos que não contam com caminhos de todo tempo. Burt sinalizou finalmente que, como referência, os frigoríficos habilitados para exportação destinam aproximadamente 70% de seus envios ao exterior e 30% ao mercado paraguaio, com variações conforme cada ano.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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