Senador urge refazer as contas públicas e reformar o IPS após queda de banco
"O orçamento que temos atualmente é absolutamente inviável", disse o senador Carlos Filizzola à Última Hora. Explicou que o projeto em estudo no Congresso foi elaborado "sobre bases totalmente irreais", sem considerar o efeito da queda do banco nas contas públicas. "Esse é o primeiro problema legislativo que temos", ressaltou.
O legislador descreveu um cenário de estreiteza: "A liquidez do Estado neste momento é mínima. Perdeu-se uma quantidade imensa de dinheiro e há programas que estão comprometidos".
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O caso mais delicado é o do IPS, cuja situação já estava comprometida antes da intervenção. Até agora estima-se uma perda de USD 650 milhões, embora Filizzola tenha advertido que poderia haver mais recursos afetados. "A reforma ao IPS vai ser urgente", afirmou.
Mas não seria a única. "Vão ter que haver muitas outras reformas mais, porque o impacto sobre as contas públicas dessa debacle é imenso", acrescentou.
Segundo o senador, qualquer correção exige primeiro conhecer a dimensão real do rombo. Inicialmente falava-se de 850 milhões, mas depois surgiram novos depósitos e transferências de instituições públicas e caixas. "A cada dia que passa surge mais informação", disse.
Filizzola também criticou o Banco Central, ao qual acusou de ter permitido durante anos balancetes "maquiados". Advertiu que o país poderia enfrentar demandas nacionais e internacionais derivadas do caso.
A prioridade imediata será usar o Fundo de Garantia para ressarcir quem estiver coberto. Depois virá a discussão de fundo sobre o IPS, o orçamento e o resto das reformas.
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Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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