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Política

Senado adia em 30 dias tratamento do projeto de emergência do IPS

Comissão técnica será formada para revisar proposta e estudar alternativas de financiamento

25/06/2026 02:45 3 min lectura 6 visualizações
Senado posterga 30 días el tratamiento del proyecto de emergencia del IPS

Adiamento e análise técnica

A Câmara de Senadores resolveu adiar por trinta dias o tratamento do projeto de lei que busca declarar em estado de emergência o Instituto de Previsão Social (IPS). A decisão foi tomada após análise realizada na Comissão de Hacienda e Presupuesto, onde o presidente da instituição previdenciária, Dr. Isaías Fretes, expôs a situação financeira e apresentou observações sobre a iniciativa.

O senador Natalicio Chase propôs o adiamento e impulsionou a formação de uma mesa ou comissão técnica para revisar o projeto e estudar alternativas que permitam fortalecer a proposta antes de seu tratamento no plenário.

Situação financeira do IPS

Durante sua apresentação ante os legisladores, Fretes reconheceu que o IPS atravessa uma situação complexa. Sinalizou que a declaração de emergência poderia converter-se em uma ferramenta útil para agilizar procedimentos administrativos, embora não resolvesse por si só os problemas financeiros da instituição.

Segundo explicou, o IPS arrecada pouco mais de G. 1 bilhão por mês, dos quais 44% se destina à área de saúde. Porém, a disponibilidade de recursos continua sendo insuficiente diante das necessidades operativas. A instituição destina aproximadamente G. 44.000 milhões mensais à compra de medicamentos, quando a demanda real rondaria os G. 150.000 milhões.

Discrepâncias sobre o alcance da emergência

A Comissão de Saúde e Seguridade Social do Senado emitiu parecer de rejeição ao projeto enviado pela Câmara de Deputados, argumentando principalmente a ausência de uma fonte de financiamento claramente definida.

Proposta alternativa de financiamento

Em paralelo, o senador Juan Afara apresentou uma nova proposta legislativa que declara em emergência o Fundo de Doença-Maternidade do IPS e incorpora mecanismos de financiamento específicos, entre eles a emissão de títulos, empréstimos com organismos multilaterais e outros instrumentos financeiros.

O projeto propõe que o Estado honre sua contribuição pendente ao sistema de saúde, equivalente a 39% dos recursos, aproximadamente USD 304 milhões. A iniciativa sugere obter esses fundos mediante emissão de títulos ou outros mecanismos gerenciados pelo Ministério da Economia.

Segundo a proposta de Afara, o dinheiro será destinado exclusivamente à compra de medicamentos, insumos médicos, equipamentos e contratação de pessoal, sem ser utilizado para o pagamento de dívidas. O legislador sustentou que a medida permitiria atender o desabastecimento e responder às necessidades urgentes dos segurados durante um ano.

Apoio ao adiamento

O presidente do Congresso, Basilio Bachi Núñez, apoiou o adiamento de trinta dias do projeto que declara em emergência o IPS e solicitou analisar cuidadosamente as alternativas de financiamento propostas.

A respeito da iniciativa do senador Juan Afara, que contempla a emissão de títulos por USD 300 milhões para a compra de medicamentos e insumos, Núñez sinalizou que toda medida que beneficie os segurados deve ser considerada, mas com controles rigorosos. O presidente do Congresso reconheceu a crise financeira da previdenciária e sustentou que a mesa técnica permitirá avaliar mecanismos que garantam transparência e resultados concretos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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