Scaloni qualificou seus dirigidos na Albiceleste de "guerreiros"
O técnico da seleção argentina, Lionel Scaloni, assegurou que lamenta não ter podido dar à Argentina outro título mundial e saiu em defesa de seus jogadores, aos quais denomina "guerreiros", pelo esforço demonstrado durante o campeonato e por "aguentar baldadas de água fria" de pessoas que não conhecem a seleção albiceleste.
Uma semana depois de perder a final ante Espanha por 1-0, Scaloni distribuiu uma mensagem em suas redes sociais, acompanhada de uma foto com sua comissão técnica, publicada nas últimas horas, para refletir sobre o que significou a derrota.
"Só me sai dizer-lhes que sinto por não ter podido trazer outra taça e dar-lhes uma nova alegria que, ainda que seja por uns dias, talvez lhes faça esquecer tudo o feio da vida. Mas quero que fiquem com o que tentamos mostrar-lhes com este grupo de jogadores, meus guerreiros, como assim os definia quando falava deles com minha esposa", expôs.
O técnico da Albiceleste valorizou de sua seleção "o esforço, as vontades, o querer, o eu posso, o não baixar os braços (mesmo que tudo se coloque morro acima) e o dar tudo (mesmo que já não tenha mais)".
E a isso acrescentou: "O aguentar baldadas de água fria (de pessoas que não nos conhecem), o saber estar, o querer seguir de pé quando as pernas já não obedecem ao seu cérebro.... Esse é o verdadeiro troféu".
O técnico de Pujato (província de Santa Fé) se mostrou "eternamente grato" aos jogadores, à comissão técnica, ao pessoal da Associação de Futebol Argentino (AFA) e àqueles que de "forma silenciosa" trabalham para que todo o conjunto estivesse "cômodo". "E a cada um de vocês pelo carinho recebido", acrescentou.
"Quem tem um amigo argentino, tem um tesouro" é a postscriptum com a qual finaliza sua mensagem, na qual não fez menção ao comportamento que tiveram alguns jogadores de sua seleção e integrantes de sua comissão técnica ao término da final ante Espanha.
A reflexão chega, segundo o ex-jogador de clubes como Estudiantes de La Plata, Deportivo de La Coruña ou Lazio, depois de uma semana "intensa onde se entrelaçaram a tristeza com a alegria, o choro com um sorriso, a angústia com a tranquilidade, os nervos com a calma".
Scaloni, que tem contrato com Argentina até 2030, também não fez referência a seus planos de futuro com a Albiceleste, que dirige desde agosto de 2018 e com a qual ganhou um Mundial (2022), duas Copas de América (2021 e 2024) e a Finalíssima de 2022.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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