Infantino: "Que o futebol se eleve acima do ódio"
O presidente da FIFA, Gianni Infantino, respondeu às críticas recebidas durante a Copa do Mundo dos Estados Unidos, México e Canadá daqueles que considerou "consumidos pelo ódio" e destacou que durante o evento esportivo houve "zero incidentes, zero hostilidade e zero violência".
"Sete milhões de pessoas de 200 países desfrutaram do torneio através de 16 cidades fantásticas e estádios: zero incidentes, zero hostilidade e zero violência, apenas alegria, emoções, felicidade, unidade e reunião. Tudo foi seguro e feliz", escreveu em uma mensagem em redes sociais.
Uma semana após o término da Copa do Mundo com a vitória da Espanha sobre a Argentina, Infantino mostrou sua tristeza por todas as pessoas que não conseguiram acompanhar a competição e se dirigiu especialmente àqueles que questionaram a Copa do Mundo.
"Estavam tão consumidos pelo ódio e pelas críticas que perderam tudo. Àqueles que, atrás de suas penas e papéis, atrás de suas telas, divulgam ódio e rumores falsos, quero lhes dizer que, enquanto vocês ficam para trás, nós, na FIFA, estamos na linha de frente organizando, trabalhando duro e oferecendo o melhor espetáculo do mundo. Enquanto vocês dividem, nós unimos", acrescentou.
Em seu texto, destacou que a seleção do Irã entrou nos Estados Unidos sem incidentes, apesar do conflito armado com os Estados Unidos, e afirmou que o mundo "precisa de amor, não de ódio: tolerância, não de divisão; celebração, não de luto".
"Quando a seleção iraniana começou a jogar, todos os cânticos contra ela se converteram em uma única canção (...). Isso tem a ver com política. O futebol tem a ver com unidade, não com divisão. O futebol é maior que o ódio e a discriminação. Falam das poucas pessoas a quem foi negado o visto e passam por cima dos milhões a quem foi aprovado de todas as partes do mundo", defendeu.
O texto do presidente da FIFA também aludiu às arbitragens da competição, com menção expressa e entre aspas a decisões disciplinares estranhas, sem especificar nenhuma ação, como pôde ter sido a retirada de um cartão vermelho do jogador estadunidense Balogun que o impedia de jogar contra a Bélgica nas oitavas após uma ligação telefônica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
"Os cartões vermelhos ou amarelos potencialmente errôneos, ou as decisões posteriores de não punir os jogadores em determinadas situações, são habituais e amplamente aceitos em algumas das ligas mais importantes do mundo. É curioso que os mesmos países que empregam essas práticas sejam aqueles que as criticam", questionou.
Infantino concluiu sua mensagem com a afirmação de que se sente "incrivelmente orgulhoso de ter contribuído, ainda que um pouco, para o grande espetáculo" da Copa do Mundo e com a esperança de que "talvez o futebol possa se elevar acima do ódio".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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