Santiago Peña explica os fundamentos do reajuste salarial de 5%
Explicação sobre a decisão de reajuste
Santiago Peña reconheceu que a medida de reajuste é imperfeita, mas a contextualizou em comparação com esquemas anteriores. Mencionou que em 2016, durante sua gestão como ministro da Fazenda no Governo de Horacio Cartes, foi modificado o sistema de ajuste que anteriormente era realizado cada vez que a inflação alcançava 10%, o que geralmente ocorria a cada três anos e erosionava significativamente a renda dos trabalhadores.
Naquele período, explicou que apresentaram uma mudança que resultou na implementação de ajustes anuais, decisão que contou com a aprovação do presidente Cartes como medida correta, embora inicialmente os empresários também tivessem expressado discordância.
Reconhecimento de limitações e busca de consenso
"Vemos que essa é uma medida que melhorou o esquema anterior, mas continua sendo uma medida imperfeita", reiterou o mandatário.
Peña indicou que diante da ausência de consenso no Conselho do Salário Mínimo (Conasam), optou por tomar uma decisão que considerou equilibrada. Simultaneamente, expressou sua disponibilidade para dialogar sobre as mudanças legais que deveriam ser implementadas para evitar incerteza em futuras decisões salariais.
"Acredito que há uma dúvida legítima de que amanhã se possam tomar medidas que não sejam equilibradas como a que eu tomei e venha alguém a tomar uma medida que coloque em risco a geração de emprego como a certeza econômica que o Paraguai tem", sinalizou.
Esclarecimentos sobre o cálculo da inflação
Quanto ao Índice de Preços ao Consumidor (IPC), Peña explicou que se trata de uma medida que se aproxima do valor aquisitivo da renda, embora tenha reconhecido que não é perfeita. Esclareceu que o cálculo realizado pelo Banco Central do Paraguai avalia o hábito de consumo de todos os paraguaios como uma média anual.
"O BCP está trabalhando, mas isso não impede que possamos ter um diálogo mais fluido sobre essa medida e outras que afetam a geração de emprego", expressou o presidente.
Objetivos de geração de emprego
O mandatário reafirmou que o propósito de seu governo é claro e o comunicará ao Congresso em 1º de julho. Mencionou que alcançaram quase a metade do objetivo de gerar aproximadamente 500.000 postos de trabalho.
"Uma vez que alcancemos o pleno emprego, precisamos que aumente o poder aquisitivo e isso se consegue atraindo empresas que possam gerar empregos que paguem salários mais altos e para isso temos que seguir trabalhando na educação, emprego e na atração do investimento e acesso aos mercados para os produtos paraguaios", concluiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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