Emergências do IPS enfrenta desafios operacionais pela demanda de pacientes
Situação operativa de emergências
A Dra. Clarissa Da Costa, coordenadora médica da Unidade de Emergências Médicas Adultos (UEMA) do Hospital Central, apresentou ante o Conselho Administrativo do Instituto de Previsão Social (IPS), presidido pelo Dr. Isaías Fretes, um detalhamento das características e números da área de Emergências.
A profissional destacou que o pessoal sanitário enfrenta o desafio de proporcionar atendimento imediato diante de situações de caráter urgente. As limitações estruturais, técnicas e de insumos representam fatores que influem na operatividade do serviço, embora segundo os registros, a área mantenha indicadores positivos em atendimento.
Déficit de recursos humanos e camas
Atualmente, o IPS dispõe de 40 camas na unidade para uma média de 70 pacientes, com três médicos em planta e um residente. A proporção de enfermeiras é de uma para cada seis pacientes, evidenciando um déficit em pessoal sanitário e camas disponíveis.
Da Costa apontou que o Hospital Central funciona como hospital-escola, o que adiciona complexidade a sua operatividade. O pessoal atende pacientes em diferentes espaços, incluindo corredores, devido à ocupação de camas e à concorrência de encaminhamentos de outros hospitais do IPS, centros privados e instituições como Ingavi.
Protocolos de atendimento segundo códigos de urgência
A unidade classifica os casos conforme níveis de urgência: o código vermelho (nível um) corresponde a pacientes que requerem atendimento imediato; o código laranja (nível dois) deve ser atendido idealmente dentro de 15 minutos; o código amarelo (nível três) pode esperar até 30 minutos; e os códigos verde e azul permitem esperas de duas horas ou mais.
Volume de atendimento mensal
Durante o mês de julho, o Hospital Central registrou os seguintes casos: 2.675 pacientes em código amarelo, 3.075 em código verde, 136 em código azul, 300 em código laranja e 369 em código vermelho.
Os quadros clínicos foram a principal causa de consulta, totalizando 1.718 pacientes, seguidos por quadros respiratórios e consultorios com 1.220 pacientes, enquanto 899 requereram atendimento cirúrgico.
Alcance do serviço
Conforme aos padrões internacionais, a permanência máxima de um paciente em emergências é de seis horas. Apesar das limitações operacionais, a UEMA continua atendendo a maior quantidade de pacientes possível, recebendo além disso encaminhamentos de instituições de saúde pública e privada da região.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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