Salário mínimo: Negociação continua hoje e sindicatos anunciam mobilização
Conselho Nacional de Salários Mínimos segue em debate; trabalhadores cobram reajuste de 20%
Os integrantes do Conselho Nacional de Salários Mínimos (Conasam) prosseguem hoje a quinta reunião para a negociação do reajuste do salário mínimo legal (SML).
O debate para chegar a um consenso encontra-se na reta final, uma vez que o prazo é 15 de junho para elevar a proposta do aumento salarial ao Poder Executivo.
Durante a sessão, os sindicatos preveem uma protesta em frente ao edifício do Ministério do Trabalho, Emprego e Seguridade Social (MTEES) como forma de pressionar para que o ajuste salarial seja de 20%, um valor estimado de G. 647.021.
Um valor superior ao que determinam os resultados do índice de preços ao consumidor (IPC) do Banco Central do Paraguai (BCP), que é apenas de G. 69.577, de acordo com a inflação de 2,4%.
Nem o setor empresarial nem o setor dos trabalhadores em quatro reuniões consensuaram um valor.
Os trabalhadores pedem 20%, enquanto os empregadores mantêm sua postura de aumento de 2,4% conforme o IPC.
A discussão está estagnada, tanto que Bernardo Rojas, representante dos trabalhadores, manifestou em seu momento que já não desejam conversar com o representante dos empresários, Enrique Vidal, porque este não apresenta postura nem valores para uma eventual negociação.
Embora o presidente da República, Santiago Peña, tenha anunciado a possibilidade de um aumento acima do IPC, as centrais sindicais de todas as formas preveem a marcha como forma de pressionar pelo reajuste salarial.
José Pineda, vice-presidente da Central Unitária de Trabalhadores Autêntica (CUT-A), anunciou que caso não seja aceito o pedido dos trabalhadores analisarão medidas em repúdio ao escasso reajuste salarial.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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