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Internacional

Restrições educacionais afetam 2,4 milhões de meninas no Afeganistão

12/08/2026 08:15 3 min lectura 22 visualizações

Aproximadamente 2,4 milhões de jovens afegãs encontram-se sem acesso à educação secundária desde o retorno do Talibã ao poder há cinco anos, segundo estimativas da Unesco, que solicitou o fim das restrições discriminatórias no país.

O número de meninas afetadas aumentou em 200 mil entre 2025 e 2026. De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura, se a proibição continuar, aproximadamente quatro milhões de meninas poderão ver-se privadas de educação secundária até 2030.

A Unesco assinala que estas restrições representam uma reversão significativa: "Estas restrições fazem desaparecer duas décadas de avanços em matéria de acesso à educação".

Contexto histórico

Quando o regime talibã anterior foi derrubado em 2001 após a intervenção estadunidense, o número de meninas matriculadas em educação secundária era muito reduzido. Porém, duas décadas depois, esta cifra havia atingido um milhão de estudantes, de acordo com dados da Unesco.

Posição da Unesco

Hoda Jaberian, coordenadora de programas de educação em situações de emergência da Unesco, enfatizou os direitos fundamentais:

"As mulheres e as meninas afegãs têm direito de aprender; é um direito humano fundamental. Têm direito a trabalhar. Devem desfrutar de liberdade de movimento sem serem obrigadas a estar acompanhadas ou vigiadas, nem sofrer proibições dentro de suas comunidades"

A organização reiterou sua posição: "A Unesco condena mais uma vez as discriminações contra as mulheres e as meninas e pede o restabelecimento imediato e incondicional de seu direito à educação". Jaberian também insta "o mundo a não desviar o olhar" em relação a esta situação.

Crise educacional mais ampla

Estas restrições fazem parte de uma crise educacional mais extensa que afeta toda a população em idade escolar. Segundo a Unesco, mais da metade das crianças em idade de frequentar o ensino fundamental estão completamente excluídas do sistema educativo. Adicionalmente, mais de 90% das crianças de dez anos não possuem habilidades básicas de leitura.

Caso único em nível mundial

O Afeganistão é identificado como o único país no mundo onde a educação secundária e superior está completamente proibida para meninas e mulheres.

Impacto econômico

A Unesco calcula que a persistência destas proibições pode ocasionar uma perda acumulada estimada de renda de 9,6 bilhões de dólares até 2066 para uma nação que já enfrenta uma grave crise econômica.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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