Recomendações de saúde para aproveitar o recesso escolar
Prevenção durante o recesso escolar
A importância de prevenir doenças respiratórias durante o recesso escolar, que se estenderá de sexta-feira 13 a 24 de julho, recai em grande medida nos cuidados que os pais aplicarem. Independentemente das condições climáticas, esses vírus continuarão presentes durante o período de férias.
Uma das estratégias mais eficazes para fortalecer as defesas contra os vírus respiratórios é a vacinação, especialmente contra a influenza.
Disponibilidade de vacinas
A partir do Hospital Ingavi da IPS, enfatiza-se que completar o esquema de vacinação antes das férias em crianças e adolescentes contribui para prevenir doenças respiratórias e outras infecções. Nesse centro de assistência, assim como em outros pertencentes ao sistema de saúde pública, as doses contra a influenza estão disponíveis sem custo algum.
Em vários postos de vacinação, o imunobiológico é administrado inclusive durante os fins de semana. A vacina está indicada para todas as pessoas a partir dos seis meses de idade.
A imunização reveste caráter de prioridade para crianças, gestantes, adultos maiores de 60 anos, pessoas com doenças crônicas e pessoal essencial.
Outras vacinas disponíveis
A farmacêutica Coralia Vázquez, coordenadora do vacinário em Ingavi, lembrou que a instituição encontra-se vinculada à Campanha Nacional de Vacinação de Seguimento contra o Sarampo. Como parte dessa iniciativa, no centro de assistência é aplicada a dose contra essa doença para reforçar a proteção da população infantil e prevenir surtos.
Nesse serviço também são administradas vacinas contra rotavírus, poliomielite, hexavalente, pneumococo, tríplice viral, varicela, hepatite A, HPV, tétano-difteria, hepatite B e sarampo-rubéola.
O frio adoece?
O doutor José Oviedo, chefe do Serviço de Pneumologia na IPS Central, aborda uma pergunta frequente: o frio realmente adoece? Segundo explica:
Cientificamente, o frio por si só não adoece, já que as infecções respiratórias necessitam de um vírus ou bactéria para desenvolver-se. Porém, as temperaturas baixas atuam como a tempestade perfeita por três fatores médicos.
Fatores que favorecem as infecções respiratórias
O especialista em Pneumologia identifica três fatores-chave. Em primeiro lugar, as defesas são afetadas pelas temperaturas baixas, enquanto o ar frio e seco irrita as mucosas e paralisa os cílios microscópicos do nariz, facilitando a entrada de micróbios.
Um segundo fator é o risco de contágios coletivos ao não ventilar adequadamente os espaços fechados durante dias com temperaturas baixas.
Para escapar do vento, nos fechamos em quartos sem ventilação, convertendo-os em focos de contágio em massa, alerta Oviedo.
O terceiro fator está relacionado à maior resistência dos vírus em condições ambientais específicas. Os germes respiratórios sobrevivem com maior efetividade e permanecem em suspensão por mais tempo em ambientes frios e úmidos.
Medidas preventivas recomendadas
O Ministério da Saúde aconselha implementar as seguintes práticas: lavagem frequente das mãos, desinfecção das superfícies de contato comum e ventilação regular dos ambientes fechados.
Em caso de apresentar sintomas de quadros respiratórios, recomenda-se consultar oportunamente com profissionais de saúde e guardar repouso para evitar contágios. As autoridades sanitárias enfatizam que a influenza pode evoluir para quadros severos, razão pela qual insistem na importância de receber a dose correspondente como medida de proteção pessoal e coletiva.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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