Centro Cultural Melodía inaugura mostra fotográfica sobre José Asunción Flores
Inauguração da mostra
Em comemoração ao centenário das primeiras guaranias e aos 25 anos do Centro Cultural Melodía, inaugura-se hoje em Villa Hayes a mostra fotográfica José Asunción Flores, criador da guarania. O evento começa às 14h30 com acesso gratuito para o público.
Atividades programadas
A jornada iniciará com uma palestra audiovisual a cargo do jornalista e pesquisador Antonio V. Pecci, curador da exposição, que abordará a vida e obra do compositor. Posteriormente, María Victoria Sosa, diretora geral da Orquestra Sinfônica Nacional (OSN), apresentará uma dissertação sobre a contribuição de Flores à música paraguaia e ao desenvolvimento deste gênero.
Como parte do programa, o Ensemble Folclórico da OSN interpretará uma seleção de guaranias, enquanto Nataly Valenzuela oferecerá uma visita guiada explicando o conteúdo e contexto das 26 fotografias que integram a exposição.
Horários e duração
A mostra permanecerá aberta até 17 de julho, de segunda a sábado, de 08h00 a 12h00 e de 13h00 a 18h00, nas instalações do Centro Cultural Melodía. Os organizadores informaram que serão coordenadas visitas de instituições educativas e grupos escolares, com o objetivo de aproximar a história de José Asunción Flores e da guarania às novas gerações.
A exposição iniciará também uma circulação nacional que percorrerá outras cidades do país.
Legado de José Asunción Flores
Nascido em 1904, José Asunción Flores revolucionou a música paraguaia ao criar a guarania em 1925 com a composição instrumental Jejuí. Um ano depois apresentou as primeiras guaranias cantadas: Arribeño resay e Ñasaindýpe, obras que em 2026 celebram seu centenário e marcaram o nascimento de um gênero que se tornou um dos principais símbolos da identidade cultural paraguaia.
Ao longo de sua carreira, Flores desenvolveu uma extensa produção junto a destacados poetas, entre eles Manuel Ortiz Guerrero, com quem criou clássicos como India, Panambi Vera, Kerasy e Paraguaype. Impulsionou também a evolução da guarania para o formato sinfônico com composições para coro e orquestra, consolidando um legado que transcendeu as fronteiras do país.
Após seu falecimento em Buenos Aires, Argentina, em 1972, apenas em novembro de 1991 conseguiu-se repatriar seus restos. Desde então, repousa na praça Manuel Ortiz Guerrero-José Asunción Flores sobre a Avenida Mariscal López, da capital.
Reconhecimento internacional
A Unesco incorporou oficialmente a guarania à Lista Representativa do Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, reconhecimento que reafirma o valor universal de um gênero nascido no Paraguai.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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