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Cultura

Ramón Gutiérrez e Os Basureiros: Um encontro com a história

02/08/2026 05:00 3 min lectura 5 visualizações

A noite do 21 de julho foi cenário de uma memorável «conversa com o passado» no auditório do ex-Hospital de Clínicas. O almirante Isaías Ricardo Fretes coordenou um evento que reuniu Os Basureiros, o grupo musical nascido em 1974 das mãos de profissionais da medicina.

Os Basureiros reuniu em palco seus integrantes vivos: os doutores Óscar Doldán Pérez (pediatra, escritor, pesquisador, músico e imitador), Tungo Cáceres Menchaca, Senén Cárdenas, Domingo Pizurno e Cacho Benítez. O ato também rememorou os membros já falecidos: Martín Moreno, Juan Carlos Arrúa e Pedro Ruiz Díaz.

O Dr. Julián Navarro descreveu o evento como uma crônica musical que refletia «o sabor e o engenhoso buquê» característico do grupo, consolidando-se como parte da história tanto da Promoção 79 quanto da Faculdade de Medicina da UNA.

O legado de Ramón Gutiérrez

Simultaneamente, conheceu-se o falecimento do arquiteto Ramón Gutiérrez (1939-2026), ilustre profissional argentino cuja obra foi fundamental para compreender a evolução da arquitetura paraguaia. Gutiérrez escreveu a primeira parte da história arquitetônica do país, legado que posteriormente continuou Yito Morra.

Sua contribuição mais destacada foi a publicação «Evolução urbanística e arquitetônica do Paraguai», editada pela Ediciones Comuneros em 1983, que abarcava a análise desde 1537 até 1911. Esta obra tornou-se referência obrigatória para estudiosos da arquitetura e da história urbana nacional.

O impacto desta publicação transcendeu gerações. No final de 1984, após terminar seus estudos secundários, muitos jovens interessados em arquitetura buscavam acesso a este compêndio que explicava a trajetória urbanística do Paraguai. A obra documentava como profissionais como José Grattarola participaram em projetos emblemáticos, como o Hospital de Clínicas, deixando marcas permanentes no patrimônio arquitetônico nacional.

Encontro imaginário entre dois legados

A coincidência destes dois momentos culturais convida a uma reflexão profunda: Os Basureiros, em seu venerável salão do ex-Hospital de Clínicas, continuava fazendo música com o mesmo espírito que os caracterizou desde sua fundação; enquanto que Ramón Gutiérrez, através de sua pesquisa exaustiva, nos permitia entender os edifícios que abrigavam estes encontros.

O arquiteto argentino deixou um legado inestimável de pesquisa que ajuda as gerações presentes e futuras a compreender a própria história. Sua obra transcende a mera descrição de estruturas; representa uma ponte entre o passado e o futuro, lembrando que sem história não há projeção.

Os Basureiros e Ramón Gutiérrez representam duas formas complementares de preservar a memória cultural: uma através da música e da camaradagem entre profissionais, a outra mediante a pesquisa rigorosa e a documentação do patrimônio arquitetônico. Ambas são essenciais para manter viva a identidade paraguaia.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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