Quadros respiratórios aumentam por não respeitar repouso nem cuidados, segundo Ineram
O diretor do Instituto Nacional de Enfermidades Respiratórias e do Ambiente (Ineram), o doutor Víctor Hugo Godoy, em diálogo com a rádio Monumental 1080 AM nesta quarta-feira, sustentou que está ocorrendo um aumento de quadros respiratórios no país nesta época do ano.
"Temos um aumento esperado e que vínhamos predizendo de alguma forma e que está ocorrendo. Talvez esteja se adiantando um pouco mais em relação aos anos anteriores, mas é um aumento esperado", assegurou o médico, referindo-se à parte final do outono.
Godoy apontou que há um mito que rodeia as enfermidades respiratórias e que tem a ver com o frio.
"Sobre os contágios e a enfermidade há um mito ou crença que dizem que é culpa do frio, mas na realidade não é culpa do frio. Nós podemos viver em um ambiente frio e estéril e não teríamos nenhum tipo de infecção", esclareceu.
Em seguida, manifestou que o agente causante da enfermidade são vírus e que no território nacional há vários circulando nesta temporada, como o rinovírus, a influenza tipo A, o vírus sincicial, a parainfluenza e a Covid-19.
"Hoje em dia temos um alto porcentual de rinovírus que seria o causante da gripe comum", acrescentou à radioemissora.
Por outro lado, o doutor afirmou que o causante da circulação do vírus é o não cumprimento do repouso e das medidas para evitar contágios, como a lavagem de mãos e o uso de máscaras.
"O causante da circulação do vírus é que nós não respeitamos o repouso e os devidos cuidados. Esse é o causante da alta circulação viral. Temos que ter cuidado com isso", prosseguiu e pediu às pessoas acudir ao serviço de saúde quando apresentam sintomas de um quadro respiratório e evitar complicações.
Por último, destacou os benefícios de contar com o esquema de vacinação completo para evitar quadros graves das enfermidades respiratórias.
Segundo o informe de Vigilância da Saúde, na última semana foram reportados cinco óbitos e 388 hospitalizados por infecções respiratórias agudas (IRAG).
Os mais hospitalizados são os adultos de 60 anos e mais. Este é seguido pela faixa etária pediátrica de 5 a 19 anos e a de crianças menores de 2 anos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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