Protocolos de segurança dos EUA no foco após tiroteio que obrigou evacuação de Trump
Nas redes sociais e nos meios de comunicação, várias figuras políticas expressaram neste domingo suas opiniões sobre os protocolos empregados na cena anual da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA), celebrada no hotel Hilton de Washington e à qual compareceram Trump, a primeira-dama, Melania Trump; o vice-presidente, JD Vance, e os secretários de Estado, Marco Rubio; Guerra, Pete Hegseth; Tesouro, Scott Bessent, e Saúde, Robert Kennedy Jr.
Também estiveram presentes o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson; a diretora de Segurança Nacional, Tulsi Gabbard, e o diretor do FBI, Kash Patel.
O congressista de Nova York Ritchie Torres foi hoje um dos mais críticos com o plano e o dispositivo de segurança.
"Não se exigiu nenhum controle de segurança para acessar um evento no qual participaram o presidente dos Estados Unidos, o presidente da Câmara dos Representantes, membros do Gabinete e outros funcionários na linha de sucessão", escreveu Torres nas redes sociais.
Além das medidas de segurança no recinto, o comentário remete ao chamado sistema do "sobrevivente designado", que se emprega durante o discurso sobre o Estado da União cada ano e busca evitar que se decapite por completo a Administração se se produz um atentado no Capitólio.
Posto que a prática totalidade do Gabinete se encontra no Congresso para escutar a alocução do presidente, o protocolo obriga a designar um membro do Governo que permanece durante o discurso em uma localização segura que não se dá a conhecer.
O congressista do Texas Michael McCaul foi muito claro durante uma entrevista concedida hoje à rede CNN com respeito à possibilidade de repensar a lista de convidados à cena anual de correspondentes em Washington.
"Creio que o Serviço Secreto deveria reconsiderar a ideia de reunir o presidente e o vice-presidente em um evento desse tipo", disse.
Em contrapartida, o procurador-geral interino, Todd Blanche, assegurou à rede CBS que o Governo Trump não deixará de participar em eventos como o de ontem à noite e sublinhou a rápida atuação do Serviço Secreto na hora de deter Cole Allen, o homem que tentou entrar armado no salão de baile onde se celebrava a cena.
Muitos outros quiseram além disso questionar o dispositivo para a entrada ao evento, que contava com um controle de segurança centralizado no vestíbulo do hotel, e levantaram a necessidade de estabelecer mais níveis para levar a cabo um evento como a cena de correspondentes, a qual o próprio Trump disse que quer voltar a celebrar dentro de um mês.
Por sua parte, o congressista que preside o Comitê de Supervisão da Câmara Baixa, James Comer, assegurou hoje no X que o órgão pediu para manter uma sessão informativa com o Serviço Secreto sobre o incidente e centrou a atenção na necessidade de aprovar um orçamento para o Departamento de Segurança Nacional, que está em fechamento parcial desde fevereiro devido ao boicote dos democratas para com as duras políticas de imigração do Governo Trump.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.