Projeto de Lei busca fortalecer a preservação da memória histórica de Acosta Ñu e da Campanha das Cordilheiras
Fortalecimento da memória histórica
Foi apresentado um projeto de lei que propõe converter Acosta Ñu e a Campanha das Cordilheiras em eixos prioritários de preservação, pesquisa e divulgação da memória histórica nacional. A proposta busca fortalecer a proteção patrimonial do sítio, promover seu ensino e desenvolver ferramentas de turismo educativo, incluindo visitas guiadas, pesquisas de campo e materiais audiovisuais sustentados em fontes verificáveis.
Por iniciativa do deputado colorado Saúl González, o projeto legislativo contempla a criação de um Comitê Histórico ad honorem para acompanhar as ações acadêmicas e culturais. O enfoque incorpora, além dos fatos militares, suas profundas consequências sociais, territoriais e demográficas. O documento foi encaminhado às respectivas comissões assessoras para seu correspondente estudo e parecer.
A proposta normativa reconhece o direito da sociedade ao conhecimento da verdade histórica e à preservação da memória coletiva sobre a Campanha das Cordilheiras e os fatos de Acosta Ñu.
O congressista busca estabelecer uma política permanente de pesquisa, preservação e divulgação da memória histórica vinculada com a Campanha das Cordilheiras e, particularmente, com os acontecimentos de Acosta Ñu, ocorridos em 16 de agosto de 1869, durante a Guerra da Tríplice Aliança.
Valorização cultural e patrimonial
Segundo a exposição de motivos, o Estado paraguaio já reconhece a relevância histórica, cultural, patrimonial e educativa desses acontecimentos. Não obstante, pretende-se sistematizar, aprofundar e articular instrumentos jurídicos e institucionais existentes, sem substituir competências de instituições públicas.
O projeto propõe reconhecer o 16 de agosto e o sítio histórico de Acosta Ñu como eixos prioritários de memória histórica, educativa e de valorização cultural, sem modificar o regime comemorativo do Dia da Criança do Paraguai, estabelecido pelo Decreto nº 27484 de 1948.
Além disso, a iniciativa recorda que a área correspondente ao campo de batalha de Acosta Ñu, em Eusebio Ayala, já foi declarada Patrimônio Natural, Cultural e Arqueológico mediante a Resolução SNC nº 157/2017, no marco da Lei nº 5621/2016, De proteção do patrimônio cultural.
Pesquisa e documentação
A proposta propõe complementar a proteção vigente com ações de pesquisa histórica e documental, digitalização de fontes, elaboração de mapas históricos, sinalização interpretativa, recursos educativos e divulgação audiovisual.
De acordo com a iniciativa, o estudo da Campanha das Cordilheiras deve contemplar não apenas os enfrentamentos militares, mas também suas consequências sociais, territoriais e demográficas, incluindo os deslocamentos de população e a destruição de comunidades.
Ferramentas de turismo educativo
Para concretizar esses objetivos, a normativa contempla visitas guiadas, pesquisas de campo e projetos escolares vinculados com o sítio histórico e propõe a produção de materiais audiovisuais sustentados em fontes verificáveis. A iniciativa busca incorporar Acosta Ñu e a Campanha das Cordilheiras como eixos prioritários das ferramentas de turismo educativo previstas na Lei nº 6755/2021.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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