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Economia

Pressões inflacionárias por combustíveis em abril, mas inflação subjacente se modera

10/05/2026 11:45 2 min lectura 0 visualizações
Presiones inflacionarias por combustibles en abril, pero inflación subyacente se modera

Pressões por combustíveis no mês de abril

Segundo o informe mensal de Itaú, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) registrou um aumento de 0,8% mensal em abril, acima das expectativas do mercado que projetavam uma variação de 0,6%. A principal pressão proveio do ajuste nos preços dos combustíveis, que experimentaram uma alta de 12,1% no mês, refletindo o impacto das tensões geopolíticas no Oriente Médio sobre o mercado energético internacional.

Compensação de outros componentes

As pressões inflacionárias foram parcialmente compensadas pela diminuição de outros componentes da cesta de consumo. Os bens duráveis registraram uma queda de 0,1% mensal, impulsionada pelo fortalecimento do guarani, enquanto os alimentos recuaram 0,1%, principalmente por menores preços de frutas e verduras.

O IPC subjacente X1 –que exclui frutas, verduras, combustíveis e serviços regulados– caiu 0,1% mensal, indicando que as pressões inflacionárias fora do componente energético permanecem relativamente contidas.

Indicadores interanuais moderados

Em termos interanuais, a inflação geral se situou em 2,3% em abril, comparado com 1,9% em março, como resultado direto do choque de combustíveis. Não obstante, a inflação subjacente X1 apresentou uma moderação mais marcada, descendendo a 1,7% desde os 2,5% do mês anterior.

A inflação subjacente excluindo alimentos e energia (IPCSAE) baixou a 1,5%, desde 1,8%. Segundo Itaú, tanto a inflação geral quanto as medidas subjacentes permanecem dentro do intervalo de tolerância estabelecido pelo Banco Central do Paraguai, cuja meta é de 3,5% ±2%.

Solidez econômica geral

Além das pressões inflacionárias pontuais, a economia paraguaia continua demonstrando solidez. O Indicador Mensal da Atividade Econômica do Paraguai (IMAEP) registrou um crescimento de 3,8% interanual, impulsionado principalmente pelo setor de serviços, com contribuições positivas do setor primário e da indústria manufatureira.

No trimestre encerrado em fevereiro, a atividade acumulou uma expansão de 4,1% interanual. Itaú mantém sua projeção de crescimento do PIB do Paraguai em 4% para 2026, respaldada por expectativas de uma sólida safra agrícola e condições climáticas favoráveis.

Taxa de câmbio revisada

Na frente cambial, Itaú revisou sua projeção para a taxa de câmbio, esperando um dólar a G. 6.450 para o final de 2026, frente à estimativa anterior de G. 6.650. Esta correção responde à expectativa de um dólar global mais fraco.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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