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Internacional

Presidente iraniano insta a terminar a guerra e busca negociações

22/08/2026 11:00 3 min lectura 21 visualizações

Chamado para o término do conflito

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, expressou que chegou o momento propício para concluir quase seis meses de confrontação com os Estados Unidos, sinalizando que Teerã se encontra em uma posição vantajosa em relação a Washington.

Durante um encontro com pessoal médico, Pezeshkian manifestou:

"É melhor que terminemos a guerra agora que estamos em posição de força e dignidade"

Situação no terreno e negociações

As negociações entre as duas nações historicamente adversárias permanecem em suspenso. No âmbito militar, a situação continua estagnada, com o Irã mantendo um fechamento parcial do estratégico Estreito de Ormuz, enquanto os Estados Unidos sustentam um contra-bloqueio naval em direção à República Islâmica.

O dirigente também sustentou que

"O mundo inteiro reconhece nossa vitória e vê que os Estados Unidos são odiados em todo o planeta e atacaram nossas escolas, hospitais e infraestruturas, violando todas as normas"

Defesa do memorando de entendimento

Pezeshkian respaldou o memorando de entendimento que o Irã subscreveu com os Estados Unidos em junho para pôr fim à guerra no Oriente Médio, assegurando que não constitui uma derrota para Teerã.

Afirmou que

"Não podem encontrar nem uma única cláusula neste acordo que indique uma capitulação. Todos os compromissos se referem à outra parte"

Aprovação do líder supremo

As declarações do presidente ocorrem semanas depois de Mojtaba Jamenei, líder supremo do Irã, anunciar sua aprovação do acordo para terminar a guerra, apesar de manter "opiniões diferentes" a respeito.

Legisladores de posições mais conservadoras no Parlamento iraniano criticaram o governo pelo acordo, acusando-o de fazer concessões aos Estados Unidos, particularmente no que diz respeito à reabertura do Estreito de Ormuz.

Exportações de petróleo e pressão econômica

Segundo reportes de meios de comunicação estadunidenses, a Marinha dos Estados Unidos tem estado organizando e protegendo comboios secretos de petroleiros através do setor sul da passagem, facilitando a exportação de entre cinco e dez milhões de barris de petróleo por dia.

Por sua vez, os Estados Unidos anunciaram na quinta-feira novas sanções econômicas. O secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou que estas medidas farão "colapsar" o regime iraniano, com detalhes previstos para serem revelados na segunda-feira.

A Chancelaria iraniana respondeu acusando Washington de "terrorismo econômico" e "crimes contra a humanidade".

Mudança de estratégia estadunidense

Os comentários de Bessent evidenciam como a administração Trump está transitando para exercer pressão econômica em lugar de militar sobre Teerã, conforme se prolonga a guerra que resulta impopular para o presidente estadunidense.

Washington tem instado outros governos, inclusive a China, a unir esforços para isolar a economia iraniana. Ante estas ameaças, Lin Jian, porta-voz da Chancelaria chinesa, declarou à imprensa que "as sanções e as pressões não permitirão resolver o problema".

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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