Presidente iraniano defende diálogo enquanto tensões com Estados Unidos se intensificam
Trump ameaça responder com força após retomada de ataques cruzados no Golfo Pérsico
Tensões renovadas no Golfo Pérsico
O presidente dos EUA Donald Trump ameaçou nesta segunda-feira responder com força contra o Irã depois que ambos os países retomaram seus ataques cruzados. Por sua vez, o presidente iraniano Masud Pezeshkian expressou que continuar a guerra com Washington não beneficiará seu país.
Seis meses após o início do conflito, que começou com ataques conjuntos dos Estados Unidos e Israel, o Irã mantém um bloqueio sobre o Estreito de Ormuz, uma passagem marítima estratégica por onde transitava um quinto das exportações mundiais de hidrocarbonetos antes da guerra. Washington, por sua vez, persiste em um cerco contra portos iranianos.
No domingo, os Estados Unidos anunciaram que atacaram uma ilha iraniana nesse estreito, ao que Teerã respondeu bombardeando objetivos militares americanos no Oriente Médio. Este intercâmbio de ataques, o primeiro deste tipo em um mês, gerou preocupações sobre uma possível intensificação das hostilidades. Após os anúncios, o preço do barril de Brent aumentou e cotiza acima de 90 dólares.
"Vamos golpeá-los com força", declarou Trump segundo um jornalista da Fox News que afirmou ter tido uma breve conversa com ele.
Ataques e respostas coordenadas
Washington indicou que havia direcionado suas operações contra lançadores de foguetes iranianos localizados na ilha de Larak para impedir que Teerã colocasse minas no Estreito de Ormuz.
O Irã respondeu com ataques contra a Jordânia e os Emirados Árabes Unidos, que segundo Teerã tinham como alvo forças americanas. Os Guardiões da Revolução iraniana anunciaram que lançaram mísseis balísticos contra duas bases aéreas militares americanas na Jordânia, causando o que descreveram como "danos graves".
O exército jordaniano informou que havia interceptado oito mísseis, sem especificar sua origem. Teerã também indicou que atacou pessoal militar americano em uma base aérea nos Emirados Árabes Unidos utilizando dezenas de drones, segundo a televisão estatal. Os Emirados, por sua vez, asseguraram ter respondido a um drone procedente do Irã.
A agência marítima britânica UKMTO informou que um petroleiro que cruzava o Estreito de Ormuz foi atingido por três projéteis desconhecidos. Segundo a agência, não houve relato de vítimas nem impacto ambiental.
Chamado ao diálogo
Apesar dos confrontos, o presidente Pezeshkian defendeu encontrar soluções através do diálogo. "Continuamos nos esforçando para encontrar um caminho de acordo e entendimento, e consideramos que continuar a guerra não está em nosso interesse nem no da região", declarou o presidente iraniano antes da cúpula da Organização de Cooperação de Xangai no Quirguistão.
Estratégia de pressão econômica
Desde o último bombardeio americano contra o Irã em 29 de julho, o governo Trump havia privilegiado a "guerra econômica". O secretário do Tesouro, Scott Bessent, confirmou nesta segunda-feira que os Estados Unidos manterão essa política de pressão no início de uma reunião de ministros de Finanças do G20 em Asheville, Carolina do Norte.
"Vamos continuar exercendo pressão, e já tivemos conversas muito boas aqui", manifestou Bessent à imprensa antes de iniciar o encontro.
Esses desenvolvimentos ocorrem após semanas em que as hostilidades haviam perdido intensidade, com apenas intercâmbios esporádicos de disparos, principalmente no Estreito de Ormuz e seus arredores.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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