Preços dos lácteos somaram a segunda alta consecutiva no nível internacional
A segunda licitação de Fonterra realizada em maio consolidou a recuperação de preços observada no leilão anterior, com melhorias na maioria dos produtos de interesse exportador para os países do Mercosul. A exceção voltou a ser o queijo cheddar, que registrou um novo ajuste para baixo.
O índice promédio ponderado de todos os produtos comercializados fechou em US$ 4.198 por tonelada, o que representou um incremento de 0,6% frente à venda prévia.
A referência esteve impulsionada principalmente pelos contratos 2 e 3, que concentram o maior volume negociado. Nesta oportunidade, foram colocadas 12.297 toneladas, cerca de 771 a menos que no leilão anterior.
No segmento de leites em pó, o leite em pó integral (LPI) manteve o tom positivo do mercado. O valor promédio se situou em US$ 3.772 por tonelada, com um avanço de 1,2% em relação à licitação prévia, equivalente a uma melhora de US$ 31 por tonelada.
Todos os contratos a futuro entre junho e setembro de 2026 ajustaram para cima. Os negócios de julho e agosto, que concentraram o maior dinamismo comercial, fecharam em US$ 3.756 e US$ 3.811 por tonelada, respectivamente, com incrementos de 1,1% e 0,6%.
O leite em pó desnatado (LPD), por sua vez, mostrou um comportamento mais moderado, embora também positivo. O promédio alcançou US$ 3.552 por tonelada, apenas US$ 5 acima do leilão anterior, o que implicou uma melhora de 0,2%.
Os contratos de julho, de maior volume, se posicionaram em US$ 3.540 por tonelada, enquanto o resto das posições até setembro acompanharam com altas de entre 0,2% e 0,4%.
A manteiga conseguiu reverter a tendência negativa observada nos últimos três leilões. Aumentou 2,5% e alcançou um valor promédio de US$ 5.674 por tonelada, uma melhora de US$ 149 frente ao evento anterior. Porém, apesar dessa recuperação, o preço permanece ligeiramente abaixo dos US$ 5.702 registrados um mês atrás.
Em matéria de queijos, o cheddar voltou a se destacar do comportamento geral do mercado. O produto fechou em US$ 4.560 por tonelada, com uma queda de 1,3%, completando assim dois leilões consecutivos em terreno negativo. Além disso, o valor promédio ficou 5% abaixo dos US$ 4.798 por tonelada observados no segundo leilão de abril.
Distinta foi a situação para o queijo mozzarela, que exibiu uma recuperação mais marcada. O valor promédio subiu a US$ 4.127 por tonelada, com um incremento de 2,9%, equivalente a US$ 117 por tonelada. Os contratos correspondentes ao período julho-setembro acompanharam a tendência, com ajustes positivos de entre 2,5% e 3,1%.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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