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Economia

Em feira do SIAL dão como certo a eliminação de tarifas dos EUA à carne bovina importada

21/05/2026 04:00 3 min lectura 11 visualizações
En feria del SIAL dan como un hecho la eliminación de aranceles de EEUU a la carne vacuna importada

De Xangai, China | Especial para Valor Agro

A possibilidade de que os Estados Unidos eliminem as tarifas à importação de carne bovina começou a ganhar força durante a feira SIAL Xangai 2026, um dos principais eventos do comércio mundial de alimentos, onde operadores, importadores e exportadores analisaram o novo cenário global da carne.

Segundo diferentes fontes presentes na feira, dentro do mercado já se trabalha como altamente provável que a Casa Branca avance em uma flexibilização tarifária para conter a forte elevação de preços no mercado estadunidense.

A informação foi analisada especialmente em meio à crescente incerteza sobre o abastecimento global de carne bovina, em um contexto onde a China limitou significativamente as cotas de importação para Brasil e Austrália, dois de seus principais fornecedores. Essa situação poderia redirecionar um importante volume de carne brasileira para os Estados Unidos no segundo semestre do ano.

Rafael Tardáguila, diretor de Faxcarne e Tardáguila Agromercados, apontou que na feira "muitos o davam como um fato" com respeito à eliminação das tarifas estadunidenses à carne bovina importada.

Atualmente, fora das cotas preferenciais, a carne bovina paga uma tarifa de 26,4% para ingressar no mercado norte-americano. Caso se concretize a eliminação dessa carga, Brasil poderia se transformar rapidamente no principal fornecedor de carne bovina dos Estados Unidos, deslocando até mesmo a Austrália.

As estimativas que se trabalharam durante SIAL indicam que Brasil poderia exportar entre 50 mil e 80 mil toneladas mensais para os Estados Unidos nos meses onde ficar praticamente fora do mercado chinês pelo esgotamento de sua cota. "Brasil focará suas baterias nos Estados Unidos", indicou a análise divulgada de Xangai.

Para o Paraguai, o cenário também é acompanhado com atenção. Uma eventual abertura tarifária total melhoraria a competitividade regional dentro do mercado estadunidense, especialmente em momentos onde a indústria frigorífica busca consolidar negócios de maior valor e ampliar seu posicionamento na América do Norte.

Além disso, a discussão ocorre em um contexto global marcado por menor oferta de carne bovina, tensões comerciais e mudanças geopolíticas. Na véspera da feira, Tardáguila havia advertido que SIAL Xangai seria "uma instância crucial" para medir o humor do mercado internacional e o comportamento da China como principal importador mundial de carne.

Do próprio evento também se observou uma forte cautela da parte dos importadores chineses, ainda que com uma expectativa clara de reacomodamento dos fluxos comerciais nos próximos meses, especialmente se se confirmar a flexibilização comercial nos Estados Unidos.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.

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