A indústria elevou o uso de capacidade em maio, aumentou a pressão de compra e melhorou a competência pelo gado
A indústria frigorífica paraguaia mostrou em maio uma recuperação nos níveis de atividade, com um incremento significativo na utilização da capacidade instalada das plantas exportadoras, que terminou se traduzindo em uma maior pressão de compra sobre o mercado do gado gordo.
De acordo com o painel da Comissão de Carne da Associação Rural do Paraguai (ARP), ao 19 de maio a matança acumulou 77.096 cabeças, com uma utilização média de capacidade instalada de 44%.
O dado acumulado do mês em curso marca uma recuperação importante frente a abril, mês que havia fechado com apenas 105.315 animais processados e uma utilização de capacidade de 32%, um dos níveis mais baixos do ano.
A melhoria de maio esteve vinculada especialmente a uma maior atividade de algumas indústrias exportadoras. Minerva, principal operador de matança do país com 35% de participação anual, passou de utilizar 24% de sua capacidade em abril a 56% em maio, mostrando uma aceleração clara na demanda de gado para abastecer suas plantas.
Essa mudança de comportamento industrial coincidiu com um mercado mais competitivo pelo gado gordo durante maio, onde várias plantas saíram com maior agressividade a comprar gado, gerando melhorias nos valores oferecidos aos produtores.
O aumento na pressão de compra também ocorreu em um contexto de oferta limitada, com escalas curtas e uma disponibilidade ajustada de animais terminados.
Além de Minerva, outras indústrias também elevaram seus níveis de atividade. Frigochaco alcançou em maio um uso de capacidade de 73%, Neuland chegou a 64%, Victoria a 60% e Frigochorti a 57%. Em abril, esses mesmos percentuais haviam sido de 60%, 69%, 51% e 54%, respectivamente.
Apesar da recuperação mensal, a atividade industrial continua claramente abaixo dos registros de 2025. Entre janeiro e 19 de maio, o Paraguai acumulou uma matança de 651.777 bovinos, uma queda de 224.750 cabeças frente ao mesmo período do ano passado, equivalente a uma retração de 26%.
O segundo trimestre também reflete um menor dinamismo industrial. Entre abril e maio a matança alcançou 182.411 cabeças, com uma utilização média de capacidade de 36%, ainda distante dos níveis observados durante o primeiro trimestre do ano.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do AgroRural Paraguay.
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