Pesquisas identificam dez armas e apontam associação criminal em Naranjito, diz Riera
O ministro do Interior, Enrique Riera, explicou os dados objetivos que reforçam a hipótese de que o grupo criminal autodenominado Exército do Povo Paraguaio (EPP) ter-se-ia associado com quadrilhas de traficantes de drogas que operam em Canindeyú, no ataque contra o posto policial nº 4 de Naranjito, no distrito de Ybyrarobaná; e informou que foram identificadas munições de dez armas, o que reduziria a cifra de atacantes, após estimarem-se entre 20 ou 30 indivíduos, como inicialmente mencionaram testemunhas. O violento episódio deixou três mortos.
"À medida que passam as horas temos mais dados objetivos e não teorias do que sucedeu. Foram executados cruelmente (dois policiais e um funcionário civil), sem direito à defesa, com um ataque covarde em superioridade numérica e de fogo. Sem proferir palavras entraram direto a matar e queimar as instalações das delegacias", disse Riera, nesta sexta-feira, nos estúdios do canal Gen e Universo 970 AM/Nação Media.
O alto funcionário de Estado acrescentou: "Com firmeza podemos afirmar que o Exército do Povo Paraguaio esteve envolvido. Não descartamos a possibilidade de que se somem outras forças que possam ser recrutadas e isso é um tema que vamos ir definindo".
As afirmações de Riera surgem levando em conta que no local também foi identificado o casquillo de uma arma que foi utilizada por traficantes em um confronto com agentes policiais em 2020. "Isto é uma primícia em termos reais, dos casquillos no local, não há mais de 10 armas, ou seja de 30 supostos atacantes, estamos reduzindo a 10, isso não é um tema menor", referiu.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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