Peña responde a críticas ao informe: "Uma vez ao ano eu posso dizer o que quero"
O presidente da República, Santiago Peña, respondeu às críticas levantadas por legisladores da oposição a seu informe apresentado ao Congresso Nacional no dia 1º de julho. Os questionamentos sustentam que os dados apresentados não representam a realidade, ao que o mandatário apontou que, assim como eles o criticam, também ele tem o direito de dizer "o que quiser" em seu informe anual.
"Me parece muito bem e essa é a ideia, que eu faça o informe e os diferentes setores tenham a oportunidade de poder comentar meu informe, e a mim me toca uma vez ao ano", assinalou.
Acrescentou que seu governo se caracteriza pelo respeito irrestrito das liberdades, entre elas a de expressão. "Isso tem o lado bonito do Paraguai, a liberdade de expressão, a democracia", indicou.
"Assim como os críticos têm a oportunidade de dizer sempre tudo o que quiserem, a mim também me toca uma vez ao ano dizer tudo o que eu quero", manifestou Peña quando consultado pelos meios de comunicação.
O presidente da República também indicou que o controle e monitoramento dos membros de seu gabinete é constante. "Eu sou o primeiro em reconhecer que falta muito, mas devemos reconhecer também os avanços e não retroceder. Aos ministros durante meu informe lhes disse: 'Senhores, temos que fazer ainda mais ou senão provavelmente haverá consequências'", sustentou.
A respeito das mudanças na pasta de Saúde, onde se fala que o Ministério recairia no deputado Raúl Latorre, Peña comentou: "Sempre há rumores e eu avalio a gestão dos ministros não apenas de forma anual, semestral ou mensal, mas minuto a minuto", apontou.
No entanto, destacou o esforço da ministra María Teresa Barán, dado que, a seu critério, lavou a cara da instituição depois que supostamente no período de Mario Abdo Benítez a pasta ficou abandonada.
O mandatário indicou que o efeito transbordamento, como se chama em economia, demorará uma geração para que os frutos do crescimento macroeconômico se traduzam em bem-estar social. "Em uma geração, em 35 anos, se é que continuarmos fazendo o que estamos fazendo agora, o Paraguai vai ser o mais desenvolvido, não só em indicadores econômicos, mas nos primeiros indicadores sociais", expressou.
Qualificou a posição do Paraguai nas negociações de cotas tarifárias com o Mercosul e a União Europeia como uma das mais fortes e firmes da história do país. Sem temor em defender o país, afirmou de maneira contundente que não tem qualquer receio de "incomodar" parceiros comerciais grandes como Brasil se se trata de defender os interesses nacionais do Paraguai.
O mandatário desenvolveu várias apresentações na data e participou entre elas do ato de entrega de bandeira da delegação nacional que representará o Paraguai na Copa Mundial de Futebol Unificado de Olimpíadas Especiais Paris 2026.
Assim também realizou a entrega de habitações dentro do programa Che Róga Porã.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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