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Internacional

Encontram corpo da jornalista mexicana Roxana Guzmán, cujo sequestro foi gravado e viralizou

03/07/2026 22:45 3 min lectura 9 visualizações
Hallan el cuerpo de la periodista mexicana Roxana Guzmán, cuyo secuestro quedó grabado y se hizo viral

As autoridades mexicanas confirmaram nesta sexta-feira o encontro do corpo da jornalista Roxana Guzmán, que havia sido sequestrada há um mês em uma cena assustadora que ficou gravada em vídeo e se viralizou nas redes sociais.

Segundo informou a Procuradoria Geral do Estado de Veracruz, oito pessoas presumivelmente envolvidas no crime foram detidas.

Quatro delas atuavam como policiais municipais de Ixhuatlán del Sureste e "presumivelmente forneciam recursos, alimentos e apoio logístico" ao grupo criminoso que sequestrou e assassinou a jornalista, de acordo com a investigação.

O sequestro de Guzmán ocorreu em 2 de junho, quando ela se encontrava em sua casa na localidade de Nanchital, ao sul do país, e um grupo de homens encapuzados e armados invadiu sua residência.

No vídeo viral, que foi gravado de dentro da casa, veem-se os sequestradores quebrando os vidros da porta com um martelo enquanto um homem, identificado como o irmão da jornalista, lhes grita: "Há um menor de idade, há uma bebê, calma!".

Quando finalmente conseguem entrar, os encapuzados apontam para as pessoas dentro da casa e pedem que se deitem no chão. Um dos homens arranca o celular da pessoa que está gravando, possivelmente Roxana, e o vídeo é interrompido.

Segundo a Procuradoria, três dos detidos participaram do sequestro da vítima, que esteve desaparecida desde esse dia.

A procuradoria não forneceu detalhes sobre o encontro do corpo da comunicadora, embora segundo a imprensa local anteriormente se tenha sabido que restos humanos foram localizados em uma fazenda do sul de Veracruz.

Roxana Guzmán era diretora do portal Pulso Informativo del Sureste, que se dedica a reportar notícias locais, como desaparecimentos, acidentes viários ou eventos esportivos, e publicitar negócios de Nanchital.

Em uma publicação no Facebook diante da notícia de sua morte, a equipe de Guzmán destacou seu trabalho jornalístico "a serviço da verdade".

"Possuía a rara virtude de escutar com o coração, de se comover ante a injustiça e de estender a mão com profunda empatia", lia-se na publicação.

Segundo meios locais, em 2017 Guzmán deixou Veracruz após o assassinato de seu marido.

O Escritório para México e América Central da Article 19, uma organização independente que defende a liberdade de expressão e o acesso à informação, apontou que 34 jornalistas foram assassinados no estado de Veracruz desde o ano 2000. Com Guzmán, já são 3 os que morreram este ano.

México é um dos países mais perigosos do mundo para exercer o jornalismo, de acordo com os dados disponíveis.

A Relatoria Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos apontou, por sua vez, que a violência contra jornalistas suprime o direito à livre expressão e gera "um efeito de autocensura" entre os demais jornalistas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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