Papa Leão XIV pede aos EUA esforço pela paz e reconciliação dentro e fora do país
Primeiro pontífice norte-americano da história faz reflexões sobre liberdade e identidade nacional
O pontífice, primeiro papa norte-americano da história, fez essas reflexões em uma mensagem transmitida ao vivo e pronunciada em inglês aos assistentes reunidos no Independence Mall de Filadélfia (EUA), onde o National Constitution Center lhe concedeu a Medalha da Liberdade por sua contribuição à promoção da liberdade.
Leão XIV afirmou que o 250º aniversário da independência dos Estados Unidos, celebrado neste 4 de julho, representa "uma oportunidade para refletir uma vez mais sobre os princípios fundacionais da nação com a esperança de que a América permaneça sempre fiel ao sonho que lhe conquistou o título de terra dos livres e lar dos corajosos".
Ao lembrar que a liberdade religiosa favoreceu uma tradição de diálogo e cooperação entre credos nos EUA, expressou seu desejo de que essa herança "continue dando frutos em um discurso público marcado pela moderação, pelo respeito pelas opiniões dos demais e por um esforço contínuo para encontrar terreno comum para promover a causa da paz e da reconciliação, dentro de casa e no exterior".
O papa lembrou que a "grandeza moral" de uma nação se manifesta, acima de tudo, em sua capacidade para "apoiar, proteger e valorizar as vidas de todos, especialmente dos mais vulneráveis e daqueles cujo valor é questionado".
Leia mais: A preocupação dos Estados Unidos em que o Irã não elabore armas nucleares
Nesse sentido, instou a que o respeito pela vida inspire leis que "reconheçam e salvaguardem esse presente desde o momento da concepção até a morte natural".
"Como filho deste grande país, fundado por homens e mulheres corajosos que sonharam com liberdade e com uma vida melhor para si mesmos e seus filhos, uno-me a vocês para pedir as bênçãos de Deus sobre o futuro da América, para que os elevados ideais consagrados no princípio da Declaração de Independência possam continuar guiando o florescimento da nação em unidade, justiça e paz", afirmou.
Ao refletir sobre a identidade norte-americana, destacou que o país se tornou um referencial de liberdade "na medida em que abria suas portas para sucessivas ondas de imigrantes", permitindo que eles e seus filhos participassem da construção do futuro nacional.
"Esse mesmo amor pela liberdade inspirou os Estados Unidos, nas horas mais escuras do século passado, durante as duas guerras mundiais e, com grande sacrifício, a defender a causa da liberdade além de suas próprias fronteiras", assegurou.
Não obstante, o pontífice ressaltou que a "autêntica liberdade" não consiste simplesmente em "a capacidade de agir como a cada um agradaria", mas que "vai muito além" e se fundamenta em "conhecer a verdade e aderir ao que é bom".
Em alusão ao lema "E pluribus unum" (de muitos, um), concluiu que para uma nação florescer deve estar unida por ideais duradouros e não por "objetivos ligados a esforços momentâneos".
"Que os princípios sobre os quais refletimos hoje — uma dignidade humana compartilhada, a igualdade e os direitos expressos na Declaração de Independência — sejam sempre uma fonte de tal unidade e uma luz orientadora para o momento presente e os anos vindouros", acrescentou.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.