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Política

Peña defende explorar os recursos do subsolo em meio a polêmica pelos Médanos do Chaco

24/07/2026 19:45 3 min lectura 6 visualizações

O presidente Santiago Peña defendeu nesta sexta-feira a necessidade de impulsionar a exploração dos recursos minerais do país e sustentou que o Paraguai deve deixar de concentrar-se unicamente na produção agropecuária para conhecer e aproveitar as riquezas existentes "debaixo da terra".

Fez isso ao ser consultado sobre o debate gerado pelo projeto de lei que modifica a normativa do Parque Nacional Médanos do Chaco, iniciativa que despertou questionamentos de setores ambientalistas por habilitar atividades de exploração e eventual extração de recursos naturais.

Embora tenha evitado pronunciar-se especificamente sobre o projeto legislativo, o mandatário aproveitou a consulta para expor sua visão sobre a política mineral do país e defendeu que o Estado avance na identificação dos recursos estratégicos do subsolo.

"Temos que saber primeiro o que é que temos", afirmou.

"O Paraguai foi abençoado com uma abundância de recursos naturais", expressou, ao tempo em que sinalizou que a relação com a natureza faz parte da identidade herdada dos guaranis.

Posteriormente fez um percurso histórico, lembrando o desenvolvimento econômico durante o governo de Carlos Antonio López, para sustentar que o país sempre contou com uma enorme riqueza natural.

Segundo o mandatário, historicamente o Paraguai beneficiou-se unicamente daquilo "que cresce acima da terra", em referência à agricultura e à pecuária.

"A carne paraguaia, grande parte dessa carne é produzida aqui no Chaco paraguaio. Tudo isso é o que cresce acima da terra", sinalizou.

O presidente Santiago Peña sustentou que o cenário econômico mundial está mudando e que o acesso a minerais será cada vez mais estratégico.

"O futuro vai estar determinado pelo acesso aos minerais, tudo aquilo que está debaixo da terra", manifestou.

Como exemplo citou os casos do Chile, pela sua produção de cobre, e da Bolívia, pelas suas reservas de gás e lítio, argumentando que ambos os países desenvolveram esses setores porque realizaram estudos de exploração.

Nesse contexto insistiu que o Paraguai deve seguir o mesmo caminho.

"O que estamos fazendo nós no Paraguai? Primeiro que tudo entender o que é que temos os paraguaios", sustentou.

Lembrou que desde a época da Guerra do Chaco existem versões sobre importantes reservas de gás em território paraguaio.

"Fala-se desde a época da Guerra do Chaco que há gás no Paraguai", afirmou. Também garantiu que existem indícios sobre a presença de lítio e urânio.

"Sabe-se que há lítio, sabe-se que há urânio", expressou.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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