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Economia

Peña atribui saída de Marín do BCP à autonomia e rejeita uso de fundos do IPS em ueno

31/10/2026 01:45 4 min lectura 34 visualizações

O presidente da República, Santiago Peña, referiu-se à saída da diretora do Banco Central do Paraguai, Carmen Marín, e sustentou que sua renúncia deve ser entendida dentro do marco de autonomia e independência do Banco Central do Paraguai (BCP). Afirmou que o Poder Executivo não intervém nas decisões administrativas do banco matriz e que a gestão deste tipo de situações corresponde ao âmbito técnico.

Peña salientou que Carmen Marín, que até esta quinta-feira foi membro da Diretoria do Banco Central, havia sido designada durante o governo anterior e que se encontrava a meses de completar seu período constitucional. Acrescentou que sua saída não constitui um fato sem precedentes, embora reconhecesse que se trata de uma situação que não havia ocorrido com frequência na história do país.

O mandatário insistiu que o Banco Central conta com autonomia e autarquia reconhecidas pela Constituição Nacional de 1992. Explicou que estas garantias buscam preservar a independência da instituição e evitar que suas decisões estejam sujeitas às diretrizes do Governo.

"O Poder Executivo não está, esta não é uma Secretaria de Estado, este não é um ministério, este não é um ente público", manifestou ao referir-se às atribuições do Executivo sobre o BCP.

Nota relacionada: Carmen Marín renunciou à Diretoria do Banco Central do Paraguai

Também sustentou que as designações dentro da instituição seguem um procedimento que inclui a confirmação do Congresso Nacional.

Consultado sobre a situação financeira do ueno bank e a existência de um suposto descasamento financeiro, Peña evitou emitir uma opinião e salientou que este tipo de questões deve ser tratado em um âmbito técnico, separado da discussão política.

"O manejo tem que ser um manejo técnico, totalmente separado do manejo político", afirmou. Acrescentou que no sistema financeiro paraguaio já se registraram anteriormente situações de entidades com problemas.

O presidente também mencionou que o sistema bancário registrou ganhos próximos a USD 800 milhões até setembro, resultado que atribuiu à intermediação financeira, ou seja, à diferença entre os juros que os bancos pagam pelos depósitos e os que cobram pelos créditos.

Peña também foi consultado sobre a proposta apresentada por Carlos Pereira, ex-assessor da presidência do Instituto de Previsão Social (IPS), que propunha utilizar USD 30 milhões do fundo de contingência da previdencial para adquirir ações do ueno bank.

O mandatário afirmou que a iniciativa não era nova e que Pereira já havia proposto anteriormente a possibilidade de criar uma entidade financeira com recursos previdenciais, quando se desempenhava como conselheiro do IPS.

Também pode ler: ueno bank anuncia capitalização de USD 100 milhões e descarta fundos previdenciais

"Ele tinha uma ideia há muito tempo já de criar ou replicar algo como o que em seu momento foi o Banco Nacional dos Trabalhadores", explicou.

Peña indicou que havia discutido tecnicamente essa proposta com Pereira e que não compartilhava seu posicionamento. Sobre a iniciativa de capitalizar uma entidade bancária mediante a aquisição de ações, reiterou seu desacordo.

Igualmente, assegurou que a proposta não chegou a ser considerada e que tomou conhecimento dela através dos meios de comunicação.

Consultado sobre a saída de Pereira de sua função, respondeu que se tratou de uma decisão do Conselho e do presidente do IPS, pelo que salientou que as explicações deviam ser solicitadas àquelas autoridades.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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