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Cultura

Paz Encina será homenageada na 20ª Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte

31/08/2026 11:45 3 min lectura 2 visualizações

Reconhecimento em festival brasileiro

A cineasta paraguaia Paz Encina será a principal homenageada da 20ª Mostra Internacional de Cinema de Belo Horizonte (CineBH), que se desenvolverá de 22 a 27 de setembro em Belo Horizonte, Brasil.

A edição aniversário apresenta como eixo temático Cinema latino-americano: o que será?, uma proposta que convida a refletir sobre os caminhos e desafios que atravessa o cinema da região.

Atividades e reconhecimento

Como parte da homenagem, Encina receberá um troféu pelo conjunto de sua trajetória. Além disso, oferecerá uma masterclass e participará de sessões comentadas e outras atividades abertas ao público. A retrospectiva dedicada à sua obra reunirá seus filmes Hamaca Paraguaya (2006), Ejercicios de memoria (2016) e Carta a un viejo Master (2024), dentro da seção Diálogos Históricos.

A presença de Encina nesta edição aniversário coloca novamente em circulação uma filmografia construída em torno da memória, da ausência, da história e das marcas que deixam os acontecimentos coletivos nas vidas individuais.

Orgulho do setor cinematográfico

Juan Carlos Maneglia expressou o orgulho e a alegria que sente o setor cinematográfico pelo reconhecimento concedido a Paz Encina no Brasil. Destacou a transcendência de seu trabalho artístico e o impacto de sua visão na indústria.

Para nós, é um orgulho impressionante que um festival de um país como o Brasil, que tem um mercado gigante de cinema e de ficção, façam uma homenagem ao olhar de Paz, à sua forma de filmar

Maneglia sublinhou os méritos de Paz Encina para receber esta distinção, destacando a coragem por trás de suas decisões estéticas:

Estamos muito contentes porque de verdade ela merece, porque marcou como um marco não apenas sua decisão no que contar, mas como contar. E isso a torna muito corajosa

Trajetória marcada pela memória

A obra de Paz Encina encontrou na memória um de seus principais territórios cinematográficos. Com Hamaca Paraguaya, falada em guarani, a realizadora alcançou projeção internacional ao competir em Un Certain Regard do Festival de Cannes, onde recebeu o prêmio FIPRESCI da crítica.

A vinte anos de seu lançamento, aquele filme sobre um casal que aguarda notícias de seu filho, combatente durante a Guerra do Chaco, continua ocupando um lugar central em sua trajetória. O silêncio, a espera e a ausência se convertem em recursos cinematográficos para abordar as marcas que deixa a guerra na memória coletiva.

Essa preocupação atravessa também Ejercicios de memoria (2016), centrada no desaparecimento de Agustín Goiburú durante a ditadura de Alfredo Stroessner, e Carta a un viejo Master (2024), homenagem ao documentarista brasileiro Eduardo Coutinho. As três obras permitem percorrer distintas etapas de uma filmografia marcada pela história, pelos vínculos familiares e pelas formas de recordar.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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