Paraguai precisa aumentar a geração de energia, afirma empresário
Líder do Conselho Empresarial defende abertura a investimento privado e reforma institucional
Abertura a investimento privado em geração energética
Rubén Jacks, presidente do Conselho Empresarial de América Latina, esclareceu que em nenhum momento se propôs uma privatização, mas sim "abrir o espaço, que entrem jogadores privados para que comecem a gerar energia".
Apontou que atualmente existe energia disponível, porém existe resistência à entrada de investidores para gerar e consumir energia. Indicou que os novos projetos representam desenvolvimento, geração de emprego e movimento econômico, aspectos que considera fundamentais para o crescimento do país.
Necessidade de incrementar a oferta energética
"Nós não podemos dizer 'não temos mais energia'. Temos que gerar os dois, alimentar bem a galinha para que tenha ovo, isso é muito importante. É oferta e demanda. Hoje se demanda energia porque temos que gerar também energia", expressou Jacks.
Questionou por que não se instalam geradores solares, pequenas centrais hidrelétricas ou novas hidrelétricas, apontando que o marco institucional atual limita essas iniciativas.
Reforma institucional como requisito
Jacks mencionou que a lei da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE) estabelece que deve promover a entrada de investimento estrangeiro em geração, mas nenhum gerador privado ingressou nos últimos 61 anos.
Alertou que sem mudanças nesta situação, não chegarão novos geradores, o que impedirá a entrada de projetos e paralisará o crescimento econômico energético. "Nós temos que fazer essa reforma sim ou sim. O como já é outra discussão, mas o quê é que há que fazer (a reforma)", acrescentou.
Projetos de lei no Congresso
O Poder Executivo enviará ao Parlamento nos próximos dias os projetos de lei para a criação do Ministério de Minas e Energia e do Ente Regulador elétrico. O anúncio foi realizado nesta segunda-feira durante a segunda reunião da mesa elétrica convocada pelo Governo.
Posturas divididas na mesa de diálogo
O engenheiro Fabián Cáceres, ex gerente técnico da ANDE, que participou da reunião, informou que os representantes do Governo comunicaram que continuarão recebendo observações sobre as propostas.
Durante o debate surgiram posições divergentes a respeito da conveniência de impulsionar essas novas instituições no contexto atual. Cáceres e o ex presidente da ANDE, Pedro Ferreira, apresentaram um documento onde expressam ressalvas sobre a oportunidade de incorporar esses entes neste momento.
Do mesmo modo, os sindicatos da entidade estatal apresentaram suas objeções. Não obstante, houve alguns comentários favoráveis à proposta. Cáceres valorizou que se tenha permitido um debate amplo e sem limitações na mesa elétrica.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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