Paraguai não está incluído nos novos arancéis estadounidenses que afetam Brasil e Argentina
Implementação de novos arancéis estadounidenses
Estados Unidos aplica a partir desta sexta-feira arancéis de um mínimo de 10% a cerca de 60 países, com o que o presidente Donald Trump reativa sua estratégia comercial que gera impacto nas relações internacionais. Os gravames são aplicados em resposta a investigações sobre o uso de trabalho forçado, segundo explicou o gabinete do Representante Comercial estadounidense (USTR) em comunicado.
Os arancéis podem alcançar até 12,5% em alguns casos e impactam grandes economias como China, Índia e União Europeia. Na faixa de 10% figuram países latino-americanos como Argentina, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México e Trinidad e Tobago. A medida se aplica aos 60 principais parceiros comerciais de Estados Unidos, que representam 99,4% das importações estadounidenses.
A partir das 0:01 (4:01 GMT) a nova onda de arancéis entrou em vigor. Não obstante, os produtos que já estão em curso de envio para Estados Unidos não serão afetados se chegarem ao destino antes de 28 de julho às 0:01.
Contexto da medida comercial
A agenda comercial do presidente Trump enfrentou um revés significativo em fevereiro, quando a Corte Suprema determinou que seus arancéis indiscriminados eram inconstitucionais, já que somente o Congresso pode aprovar medidas deste tipo. O mandatário viu-se obrigado a mudar de estratégia e anunciou que utilizaria outras taxas aduaneiras, desta vez sustentadas em investigações prévias do USTR.
Este tipo de arancéis é mais complexo de contestar pelos países afetados ou pelos importadores, como ocorre com os que se aplicam por motivos ambientais ou sanitários. O USTR reconhece que "o presidente Trump está utilizando tanto os arancéis quanto os acordos comerciais para apoiar os trabalhadores estadounidenses e corrigir os desequilíbrios comerciais".
Exceções e isenções
Segundo o anúncio, as economias que implementaram uma proibição à importação baseada em trabalho forçado ou se comprometeram a fazê-lo terão o arancel de 10%. Entre eles estão Canadá, União Europeia, Índia e Reino Unido. China, Japão, Coreia do Sul e outras nações receberão o arancel de 12,5%.
Alguns bens que já enfrentavam arancéis específicos, como aço e alumínio, não serão impactados. Certos produtos de energia e fertilizantes também estarão isentos, junto com bens cobertos pelo Tratado de Livre Comércio entre Estados Unidos, Canadá e México.
Impacto regional
O governo mexicano anunciou que mais de 80% das exportações do país para Estados Unidos ficam isentas deste novo arancel. Brasil, por sua vez, sofreu esta semana uma nova onda de arancéis de 25% em alguns produtos. A presidência de Luiz Inácio Lula da Silva anunciou em comunicado que iniciará "imediatamente os trâmites para ativar (...) a Lei de Reciprocidade" comercial que o Congresso aprovou no ano passado.
Trump sinalizou que sua política comercial busca antepor os interesses de seu país, considerando que os parceiros comerciais têm maior acesso ao mercado estadounidense. Depois que a Corte Suprema anulou seus arancéis indiscriminados, o mandatário os substituiu rapidamente por um gravame temporário de 10% às importações, que vencia esta sexta-feira.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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