"Paraguai e EUA estão vivendo um momento dourado", afirma Laterza após jurar como embaixadora
Nova representante do país ante Estados Unidos destaca relações históricas e apresenta plano de trabalho com seis eixos
Após prestar juramento no Palácio de López como nova embaixadora do Paraguai ante os Estados Unidos, Estefanía Laterza se reuniu com o presidente Santiago Peña e em seguida concedeu declarações nas quais destacou que as relações entre ambos os países atravessam um bom momento como nunca antes.
Laterza substitui no cargo a Gustavo Leite, que renunciou para retomar seu mandato como senador. Indicou que sua gestão se centrará em manter o "idílio" que vivem os dois países e prolongar essa boa relação.
"Paraguai e Estados Unidos estão vivendo neste momento o que eles chamam de um momento dourado. Isso quer dizer que as relações estão passando por um momento histórico muito bom", expressou em coletiva de imprensa, antes de viajar para a América do Norte.
Laterza comentou que já apresentou ante o Congresso seu plano de trabalho com seis eixos para os próximos dois anos, com vistas a estabelecer uma agenda permanente que se estenda durante as próximas décadas.
A diplomata comentou que entre suas primeiras atividades estará a visita às autoridades estadunidenses e que os temas centrais de sua gestão serão a economia, o comércio, a segurança e a defesa. Também se focará em ciência, inovação e educação, além de apoiar as comunidades paraguaias.
"A ideia é que esta seja uma embaixada a serviço do país (...). As instruções que recebi do senhor presidente são que represente o Paraguai com altura, que represente o Paraguai como o gigante que é em linha com sua própria atuação no âmbito exterior e que nos levou a ter bons resultados", expôs.
Sobre a resistência à sua designação por parte dos cinco presidentes de seccionais coloradas nos Estados Unidos, que rejeitavam sua figura por não ser do Partido Colorado, Laterza respondeu que, como país que vive em democracia, todos podem expressar sua opinião.
"O Paraguai é uma democracia pluralista, onde a Constituição ampara os direitos que temos todos e todas e, portanto, cada setor pode livremente expressar suas opiniões com relação aos assuntos que afetam o Estado. Eles como pessoas que residem nos Estados Unidos é quase natural que expressem suas convicções com relação a quem vai ser o representante de seu país nos Estados Unidos, razão pela qual é importante que preservemos essas liberdades e essas garantias democráticas pelas quais o povo paraguaio muito lutou", sustentou a diplomata.
Laterza mencionou também que a agenda com essa potência sempre é intensa, mas que o que mudou nos últimos três anos é que "Estados Unidos está vendo no Paraguai não somente um parceiro bilateral, mas que além disso vê um parceiro que tem projeção regional".
O impacto da relação não é apenas local, mas também regional, segundo a embaixadora, com o que se busca ter incidência em uma aliança estratégica.
Santiago Peña começou sua relação com os Estados Unidos a partir de 2023 com o que denominou uma diplomacia parlamentar, ou seja, com reuniões com congressistas para buscar apoio na abertura de mercados, investimentos, cooperação e tecnologia. Laterza indicou que considera essa estratégia essencial para seu trabalho, porque reconhece que o Capitólio tem grande poder e é um lugar onde se tomam decisões.
Do mesmo modo, Laterza manifestou que sua gestão dará prioridade à "diplomacia pública", ou seja, que qualquer cidadão que se relacione com instituições dos EUA é um "potencial embaixador", porque leva consigo a representação do país.
Laterza precisou que os Estados Unidos já contam com diversas inversões no Paraguai e que se buscará incrementá-las.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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