Paraguai atinge cifra histórica em investimento estrangeiro direto, reporta a Cepal
Recorde de investimento estrangeiro no Paraguai
A Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal) apresentou seu relatório de Investimento Estrangeiro Direto (IED) correspondente a 2025, destacando que o Paraguai experimentou uma importante expansão em termos de investimento recebido do exterior, alcançando um pico histórico.
Em um contexto de marcada rivalidade geopolítica e tecnológica global, o investimento estrangeiro direto na América Latina e no Caribe cresceu apenas 1,7% em 2025. No entanto, o Paraguai mostrou um desempenho superior à média regional.
Cifras do investimento em 2025
O IED no Paraguai durante 2025 alcançou USD 1.180 milhões, comparado com USD 1.097 milhões em 2024, o que representa um incremento de 7,6%. Esta cifra constitui a mais alta jamais registrada no país.
Segundo a análise da Cepal, os aportes de capital aumentaram 24% e representaram 59% do total. Os empréstimos entre empresas também experimentaram crescimento, aumentando 24,1%, embora com uma participação menor (11%). A reinversão de lucros foi o segundo componente em importância, aportando 30% do total, enquanto as entradas foram inferiores às do ano anterior com uma queda de 18,1%.
Projetos de investimento anunciados
Quanto aos anúncios de projetos no país, estes aumentaram 65% e chegaram a USD 911 milhões. O documento da Cepal assinala que este incremento foi impulsionado por projetos no setor de comunicações, incluindo centros de processamento de dados e infraestrutura de dados móveis, seguido de iniciativas em alimentos e bebidas, bem como em energias renováveis.
Panorama na América do Sul
No contexto da região sul-americana, observou-se um desempenho variado. O Equador registrou o incremento mais significativo com 191,3%, enquanto o Uruguai apresentou também uma cifra importante de 128,4%. A Bolívia alcançou um crescimento de 73,3% e o Peru de 73,5%.
O Brasil experimentou uma expansão de 4,8%, enquanto o Chile mostrou um incremento de 13%. Pelo contrário, a Argentina registrou uma queda importante de -73,1%, e a Colômbia apresentou uma redução de -16,2%. A média de crescimento para a América do Sul foi de 4,9%.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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