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Saúde

Paciente foi suturado com cintas plásticas em San Pedro: negligência ou técnica extrema?

Idoso de 87 anos recebe procedimento inusitado após acidente com motocicleta

27/07/2026 19:45 3 min lectura 10 visualizações

Um adulto maior identificado como Román Galli, de 87 anos, foi atropelado por uma motocicleta em San Estanislao enquanto tentava cruzar uma avenida para receber sua pensão. Após o acidente, foi transportado ao Hospital San Estanislao com um corte profundo na perna.

A polêmica surgiu quando seus familiares denunciaram que, em lugar de uma sutura convencional, os médicos teriam utilizado cintas plásticas para fechar a ferida. Diante do que consideram um procedimento irregular e um caso de negligência médica, a família tornou pública sua denúncia.

Em resposta, a diretora do Hospital Distrital de San Estanislao, Zulma Cabrera, sustentou que o uso de cintas no tratamento do paciente foi uma decisão técnica do traumatologista e não uma medida por falta de insumos médicos.

"É um paciente adulto maior que consultou no serviço por uma ferida bilateral, eram ambas as pernas neste caso e uma delas era muito mais exposta porque havia uma ferida bastante grande de 35 centímetros aproximadamente e com muita exposição de músculo. Procedeu-se a fazer a limpeza e depois este procedimento, não é muito usual, mas também se faz em uma situação quando a ferida está muito aberta", explicou Cabrera em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.

Em seguida, expôs que, neste caso, quando a ferida está muito aberta apresenta-se uma infecção, razão pela qual se fechou com a cinta a ferida para evitar que se gerasse uma síndrome compartimental.

"Para que se evite que esses vasos sanguíneos sejam comprimidos e possam produzir uma lesão mais grave, faz-se este procedimento que não é muito usual, mas neste caso procedeu-se à colocação da cinta com o objetivo de retirá-la em 24 ou 48 horas próximas. Neste caso foi um médico traumatologista que lhe fez o procedimento e optou por esse critério", indicou.

Em outro ponto, acrescentou que o paciente tinha previsto retornar ao serviço no dia seguinte, mas foi encaminhado a outro centro assistencial por decisão de seus familiares.

"Nós temos, graças a Deus, traumatologista de segunda a segunda nas urgências, assim que não havia problema com isso; no outro dia o médico que o encaminhou a outro serviço o veria novamente porque não contávamos com disponibilidade de leito, o que também é algo que se faz", finalizou.

O doutor Jesús Amarilla, chefe de Cirurgia do Hospital de Clínicas, em comunicação com NPY, explicou que este procedimento se realiza em casos "extremos" e que não é algo habitual.

"Definitivamente não é algo habitual. Utiliza-se apenas de maneira ocasional, em casos extremos. Este procedimento é conhecido como expansão plana e não se realiza de forma direta, senão mediante o uso de fios de Kirschner, que são de aço e geralmente empregados pelos traumatologistas. Estes se colocam nas bordas da ferida junto com uma cinta. Porém, é uma prática muito pouco frequente; ao menos dentro do Hospital de Clínicas, é muito raro que isto ocorra", afirmou o médico.

Ressaltou que o primeiro que se faz com um paciente nessas condições é primeiramente realizar uma boa limpeza, depois uma internação, e quando já está em condições pode-se fazer um destes dois procedimentos: um enxerto de pele ou uma sutura para juntar as bordas.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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