Orbán renuncia a seu escaño no novo Parlamento da Hungria após sua derrota eleitoral
"Meu mandato é do partido Fidesz e decidi devolvê-lo", afirmou Orbán em um breve vídeo na rede social Facebook.
O chefe do Governo cessante acrescentou que agora se dedicará a tarefas na "reorganização das forças nacionais e não no Parlamento".
Orbán fez este anúncio após participar de uma reunião da junta diretiva de seu partido, o conservador Fidesz. O político sublinhou a necessidade de uma transformação profunda.
Apesar de sua retirada do Parlamento, a junta propôs que Orbán continue como presidente da formação e ele mesmo declarou estar "pronto para a tarefa" se o congresso nacional, que se organizará em poucas semanas, lhe outorgar sua confiança, apelando à unidade histórica de sua comunidade política, que liderou por quase quatro décadas.
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O partido Tisza, presidido pelo conservador Péter Magyar ganhou as eleições com uma maioria contundente, pondo fim à governança de Orbán, no poder desde 2010.
Após o anúncio de Orbán, Magyar opinou que o líder ultranacionalista "é incapaz de assumir a responsabilidade da derrota".
Sua saída do Parlamento põe fim a 36 anos de presença ininterrupta no hemiciclo, onde ocupava um escaño desde as primeiras eleições livres após a queda da Cortina de Ferro, de 1990.
Espera-se que no dia 9 de maio, durante a sessão constitutiva do novo Parlamento, Magyar preste juramento como primeiro-ministro. EFE
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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