Macron defende reabertura "coordenada" do Estreito de Ormuz entre EUA e Irã
Ao chegar à Armênia para participar da oitava cúpula da Comunidade Política Europeia, Macron enfatizou assim à imprensa a necessidade de um acordo entre Estados Unidos e Irã para restabelecer a circulação nesta via marítima estratégica, crucial para o suprimento energético mundial.
Nesse sentido, Macron mostrou-se cético em relação à nova operação anunciada por Washington para desbloquear a passagem, ao considerar que seu marco é "pouco claro".
Trump anunciou na véspera uma operação estadunidense para liberar os navios presos no Estreito de Ormuz pelo bloqueio iraniano, denominada 'Projeto Liberdade', que mobilizará mais de 100 aeronaves, destruidores, drones e 15 mil militares.
Leia mais: Trump diz que EUA escoltará barcos através do Estreito de Ormuz desde segunda-feira
Não obstante, o Exército iraniano advertiu nesta segunda-feira que qualquer navio, incluindo os estadunidenses, que tente atravessar o Estreito de Ormuz será atacado.
Por outro lado, Macron insistiu na importância de respeitar o cessar-fogo no Líbano após recentes bombardeios israelenses. "É essencial que a cessação de hostilidades se mantenha", afirmou, ao lembrar os compromissos assumidos pelas partes.
"O respeito deste acordo é fundamental para a soberania, a independência do Líbano e a proteção da população civil", ressaltou o presidente francês ao chegar ao Complexo Karen Demirchián de Erevan, sede da cúpula da Comunidade Política Europeia (CPE), que recebe hoje representantes de 48 países do continente e Canadá como país convidado.
Praticamente todos os países europeus, exceto Rússia e sua aliada Bielorrússia, pertencem ao grupo, cuja criação foi ideia de Macron.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
Nossa equipe editorial trabalha para oferecer informação clara, completa e atualizada para o leitor brasileiro.