OGN 2027: economistas alertam sobre aumento de gasto e necessidade de otimizar recursos
Análise do orçamento 2027
Após o envio do projeto de Orçamento Geral da Nação (OGN) para o exercício fiscal 2027 ao Congresso por parte do Executivo, o economista Cayo Cáceres destacou a importância de otimizar os recursos disponíveis. Embora o especialista reconheça um incremento significativo nas cifras orçamentárias, apontou que o desafio principal estará em melhorar a eficiência do gasto para o próximo exercício.
"Nós começamos o Orçamento 2026 com 19.000 milhões de dólares e este pretende 26.000 milhões de dólares, é um incremento sumamente interessante. Isso é o que se orça, mas nós não temos que olhar somente o que se orça, temos que ver o gasto, temos que melhorar o gasto", expressou o ex-ministro de Desenvolvimento Social durante sua participação no programa "Fogo cruzado".
Identificação de gastos desnecessários
Cáceres apontou que segundo organismos internacionais como o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), existe um 4% do produto interno bruto (PIB) como gasto desnecessário, equivalente a aproximadamente 2.400 milhões de dólares.
"Além disso, temos que levar em conta que temos algumas isenções tributárias que damos às empresas, por exemplo, montadoras de motos, jogos de azar e alguns negócios financeiros na bolsa, que são outros 950 milhões de dólares. Somente aí você tem mais de 3.000 milhões de dólares que você pode redirecionar para outro lado", manifestou.
Perspectiva sobre o tipo de câmbio
O economista Rodrigo Ibarrola, que também participou da análise, expressou que ao levar em consideração guaranis para a comparação, há cerca de 12% de aumento no orçamento. Explicou que o ajuste pelo dólar incide nos índices do serviço da dívida e na arrecadação projetada para alcançar o déficit estimado.
Ibarrola apontou aspectos que geram preocupação no orçamento, particularmente que o gasto da administração sobe muito mais do que a arrecadação projetada. "Sobe mais do que o dobro, porque pensamos gastar quase 20% mais e vamos arrecadar cerca de 8% mais. Então é o dobro, verdade. E obviamente isso vai se acumulando com dívida".
Projeções de tipo de câmbio
O economista também observou que o tipo de câmbio utilizado nas projeções não reflete completamente a tendência atual do dólar. Indicou que atualmente o dólar mantém uma tendência à baixa com uma pendente menor em relação ao ano anterior, mas o governo projeta um dólar maior para o período orçamentário.
"Ou seja, de alguma forma o governo em suas projeções está vendo que o dólar vai se normalizar e vai voltar a obter uma tendência positiva como sempre foi", acrescentou Ibarrola.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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