Obra de compositor paraguaio será apresentada no Palácio de Belas Artes do México
A Sonata paraguaia para orquestra de cordas de Diego Sánchez Haase integra o programa internacional da instituição mexicana
Apresentação em palco internacional de renome
A obra Sonata paraguaia para orquestra de cordas, do compositor Diego Sánchez Haase, será apresentada no Palácio de Belas Artes de Cidade do México na quinta-feira, 4 de junho de 2026 às 20:00. A interpretação estará a cargo da prestigiosa Orquestra de Câmara de Belas Artes, dentro do programa 12 da Temporada 2026, intitulado Cuerdas sudamericanas, sob a direção do maestro argentino Martín Fraile Milstein.
O programa inclui também obras de destacados compositores sul-americanos como Astor Piazolla e Heitor Villa-Lobos. Dada a importância do evento, o compositor Sánchez Haase viajará a Cidade do México para assistir ao concerto e presenciar os ensaios prévios. Uma segunda apresentação da obra será reprisada no domingo, 7 de junho às 12:00 na Sala Silvestre Revueltas do Conservatório Nacional do México, localizado nos jardins de Chapultepec.
Para mim é uma grande honra que uma orquestra de altíssimo prestígio, como a Orquestra de Câmara de Belas Artes, inclua em seu repertório música de minha autoria, e além disso em um lugar tão emblemático como o Palácio de Belas Artes de Cidade do México, expressou o compositor Sánchez Haase.
Características da obra
A Sonata paraguaia para orquestra de cordas foi encomendada a Sánchez Haase em 2014 pela Sociedade Música de Câmara de Nova York, sendo estreada naquela cidade em 21 de maio de 2014 pela Música de Câmara Chamber Orchestra, sob a direção do maestro Roselín Pabón.
A obra aborda a escrita da polca paraguaia com um vestido harmônico contemporâneo, aproveitando as possibilidades amplas da orquestra de cordas em todas as suas seções. A composição apresenta exigentes solos de violino, viola e contrabaixo que alternam com a escrita expansiva de toda a corda, utilizando técnicas estendidas e diversos recursos compositivos modernos.
Recentemente, a obra foi interpretada no Villa-Lobos International Chamber Music Festival da Califórnia nos primeiros meses de 2026, e no final de abril foi apresentada pela Orquestra Sinfônica Nacional do Paraguai em seu segundo concerto do Ciclo Oficial Internacional.
O Palácio de Belas Artes
O Palácio de Belas Artes, localizado no centro histórico de Cidade do México, foi inaugurado em 1934 e foi projetado pelo arquiteto italiano Adamo Boari. Sua fachada principal está construída em mármore de Carrara, combinando diversos estilos arquitetônicos.
A sala principal destaca-se pelo seu célebre pano de cristal, construído em Nova York como um grande quebra-cabeça conformado por aproximadamente um milhão de peças de cristal opalescentre. O pano pesa cerca de 22 toneladas e leva 90 segundos para abrir-se completamente.
O emblemático recinto abrigou apresentações de reconhecidas figuras como Maria Callas, Plácido Domingo, Zubin Mehta e Rudolf Nureyev, assim como concertos de prestigiosas orquestras internacionais incluindo a Filarmônica de Nova York, Filarmônica de Londres, Filarmônica de Viena, Filarmônica de Los Angeles e a Orquestra de Paris, entre outras.
Orquestra de Câmara de Belas Artes
A Orquestra de Câmara de Belas Artes completará em 2026 seus 70 anos de atividade. Fundada em 1956, é um dos seis elencos estáveis do Instituto Nacional de Belas Artes e Literatura do México. Tem sido dirigida por renomados maestros como Manuel de Elías, Jesús Medina e José Luís Castillo.
A orquestra realizou turnês nacionais e internacionais nos Estados Unidos, Brasil, Alemanha, Peru, Portugal e outros países. Tem produzido numerosas gravações discográficas e estreou obras de compositores internacionais reconhecidos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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