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Saúde

O mundo está cada vez menos preparado para uma pandemia

28/05/2026 22:45 3 min lectura 16 visualizações
El mundo, peor preparado para una pandemia

O mundo está cada vez pior preparado diante da possibilidade de uma nova pandemia e, embora seja surpreendente, indicadores-chave que deveriam ter melhorado após a pandemia de Covid-19, na realidade retrocederam, como o acesso às vacinas e a outros suprimentos para fazer frente a uma nova emergência sanitária.

Esta é a conclusão inesperada de um painel de especialistas que há anos avalia a preparação global frente a este tipo de eventos por encomenda do Banco Mundial e da Organização Mundial da Saúde (OMS), e que apresentou suas conclusões esta semana. Destaca-se, por exemplo, que o risco de outra pandemia – considerado real – afetaria um mundo mais dividido, endividado e menos capaz de proteger suas populações.

"Uma década depois que o ébola expôs perigosas lacunas na preparação ante surtos e seis anos depois que a Covid-19 converteu essas lacunas em uma catástrofe global, a evidência é clara: O mundo não é mais seguro frente às pandemias"

ÉBOLA E HANTAVÍRUS

Um novo surto de ébola acaba de ser declarado na República Democrática do Congo, menos de duas semanas depois que um surto de hantavírus ocorreu em um cruzeiro, causando alarma mundial e fazendo temer uma nova pandemia. Os especialistas lembram que os surtos de doenças infecciosas estão se tornando mais frequentes e prejudiciais e que seu impacto não se limita à saúde, mas pode afetar fortemente a economia.

INVESTIMENTOS

Entre as razões pelas quais o mundo se encontra nesta situação está que os investimentos não acompanharam o ritmo do crescente risco pandêmico, mas também que as boas iniciativas são contrabalanceadas pelas tensões geopolíticas, pelo aumento das viagens e pelos cortes na ajuda.

Também foi comprovado que o acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e tratamentos piorou e o exemplo mais recente disto ocorreu quando foi declarada a emergência sanitária internacional pelo surto de mpox (2022).

"As vacinas contra mpox chegaram aos países de baixa renda afetados quase dois anos depois que o surto começou, até mesmo mais tarde que os 17 meses que levaram as vacinas contra a Covid-19"

O relatório identifica três prioridades urgentes: criar um sistema independente de vigilância do risco pandêmico, assegurar financiamento sólido para a prevenção e a resposta imediata, e avançar no acesso equitativo a vacinas, diagnósticos e tratamentos por meio da conclusão do Acordo Global sobre Pandemias.

Um dos maiores obstáculos para concluir a negociação deste acordo é o desacordo que prevalece entre os países sobre o sistema que regulará o acesso aos patógenos (vírus, bactérias, amostras biológicas ou outros) e como será dividido o benefício que se obtenha da informação que poderá ser extraída disso.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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