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Saúde

O calor úmido representa um risco maior para adultos maiores, segundo pesquisa

18/08/2026 11:15 3 min lectura 21 visualizações

Novas evidências sobre vulnerabilidade climática em adultos maiores

O aquecimento global expondrá as pessoas idosas, nas próximas décadas, a um aumento das temperaturas ainda mais perigoso do que o previsto, segundo um estudo publicado na revista The Lancet Planetary Health. Esses resultados de modelos elaborados por pesquisadores americanos da Universidade de Stanford ganham especial relevância em um momento em que Europa e América do Norte atravessam um verão excepcionalmente quente.

Limitações em pesquisas anteriores

Os especialistas buscaram determinar em que medida o aquecimento global expondrá as pessoas idosas a níveis intoleráveis de temperatura até 2100. Embora esse campo de pesquisa já esteja bastante coberto, os pesquisadores alertam que os estudos anteriores parecem ter subestimado os riscos que correm as pessoas idosas, já que se baseavam em conhecimentos parcialmente obsoletos.

A importância da temperatura úmida

A chave está em um indicador crucial: a temperatura úmida. Este indicador não apenas leva em conta o grau de calor em si, mas também o de umidade, já que a mesma temperatura é muito mais perigosa quando associada a um clima mais úmido. Porém, os riscos associados a um nível determinado de temperatura úmida foram medidos durante muito tempo em pessoas jovens e saudáveis.

Pesquisas mais recentes, que incluem pessoas de idade avançada, mostram que os perigos para estas últimas tinham sido subestimados. Ao integrar esses novos conhecimentos e levar em conta o envelhecimento previsto da população mundial, os autores concluíram que um calor intolerável afetará muitas mais pessoas do que se estimava anteriormente, em uma escala muito maior e durante períodos mais prolongados.

Projeções para o ano 2100

A modo de exemplo, se para o ano 2100 o mundo se aquecer 1,5 °C em comparação com a era pré-industrial, 22% das pessoas com mais de 60 anos estarão expostas a cada ano a um calor perigoso durante mais de um mês, segundo esses modelos, cujos resultados dependem de diversas decisões metodológicas.

Recomendações dos pesquisadores

Os autores destacam que os países com maior risco são aqueles em que amplos setores da população não contam com os meios para se proteger do calor. Fizeram um chamado tanto para adotar medidas que facilitem o acesso a recursos como ar condicionado, quanto para reduzir as emissões de carbono, com o objetivo de mitigar os impactos da mudança climática nas populações vulneráveis.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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