Irlanda: cinco jovens morrem em acidente ao circular em sentido contrário por desafio de redes sociais
O primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, afirmou na segunda-feira sentir-se "chocado" após a morte em um acidente de cinco jovens que circulavam em sentido contrário, enquanto as autoridades expressam sua preocupação com um fenômeno alimentado pelas redes sociais.
Os adolescentes, cujas idades não foram precisadas, morreram no domingo quando o automóvel em que viajavam, que circulava em alta velocidade em sentido contrário por uma autopista ao sul de Dublin, colidiu contra outro veículo. Quatro pessoas, entre elas uma criança que viajavam no outro carro, sofreram ferimentos graves.
Este drama ocorre dias após outro acidente em outra autopista próxima a Dublin, em circunstâncias semelhantes, no qual nove pessoas ficaram feridas. Em um comunicado, Micheál Martin declarou-se "chocado e entristecido" pelo acidente e mostrou-se especialmente alarmado pelo fato de que alguns destes atos sejam cometidos "para conseguir um 'like' nas redes sociais".
O primeiro-ministro irlandês considerou que não pode haver "nenhuma tolerância" com este tipo de comportamento. No dia anterior, o comissário da Garda Síochána, a polícia irlandesa, Justin Kelly, também condenou uma prática que qualificou de "irresponsável e perigosa".
"O que torna ainda mais revoltante este comportamento imprudente é que, em alguns casos, é motivado pela busca de popularidade nas redes sociais, sem levar em conta as consequências potencialmente devastadoras para os demais nem para os próprios autores", declarou.
John Joe O'Connell, responsável por um sindicato de policiais irlandeses, afirmou na segunda-feira à emissora RTÉ que grupos de jovens utilizam as redes sociais para "superar uns aos outros", gravando suas interações com a polícia e provocando deliberadamente perseguições. O responsável sindical precisou que os autos circulam em sentido contrário por vias rápidas porque a polícia tem instruções de não perseguir veículos em situações de alto risco.
Fonte: AFP.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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