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Saúde

Novo relatório revela que IPS tentou eliminar provas após extirpar mama errada

Auditoria da Superintendência de Saúde constata negligência grave e manipulação de documentos no caso de paciente de 62 anos

11/06/2026 13:45 3 min lectura 26 visualizações
Nuevo informe revela que IPS intentó eliminar pruebas tras extirpar mama equivocada

Um relatório da Superintendência de Saúde revelou negligência grave e tentativa de eliminação de provas no caso da extirpação da mama errada de uma mulher de 62 anos no Hospital Ingavi do Instituto de Previsão Social (IPS).

A auditoria revelou, entre outros aspectos, "debilidades documentais, operacionais, organizacionais e de comunicação intraequipe dentro do circuito assistencial analisado".

Os peritos também determinaram que houve alteração de prova, os médicos teriam manipulado a ficha cirúrgica, o sistema foi editado para apagar e justificar o erro.

Carmen Pereira, representante legal de Nanzi Franco, a mulher que foi vítima do fato, indicou que as autoridades devem se responsabilizar por essa negligência grave. "Quem assume a responsabilidade por esses atos? Houve descontrole em todos os processos", explicou em comunicação com a rádio Monumental 1080 AM.

A advogada indicou que esse relatório reforçará os argumentos legais para a investigação fiscal que foi aberta sobre o caso.

Natalia Benítez, filha da mulher, havia recriminado os médicos, já que não dedicaram nem um segundo para consultar a pasta com a informação clínica de sua mãe. Por erro, extirparam-lhe a mama esquerda.

"A que fazia o acompanhamento era a mastologista e essa mesma mastologista a operou. Era a pessoa que estava fazendo o acompanhamento. A responsabilidade é de todo o corpo médico que estava na sala. Todos são responsáveis e a única resposta que recebemos é que se enganaram", reforçou à mesma emissora de rádio.

Roberto Melgarejo, superintendente de Saúde, detalhou o relatório que revela má praxis e tentativa de apagar evidências no caso da paciente a quem extirparam a mama errada no IPS Ingavi. Advertiu que, caso sejam constatadas novas irregularidades, analisa-se a suspensão de cirurgias para implementar um plano de contingência.

Fato similar ocorreu em abril passado quando uma auditoria interna realizada pelo próprio IPS expôs graves irregularidades no histórico médico eletrônico de Braulio Vázquez (48), o funcionário de imprensa falecido por infarto agudo do miocárdio e pela má atención recebida no dia 28 de janeiro.

A investigação determinou que houve inserções, modificações e até mesmo eliminação de dados nesse expediente entre as 20:02 (hora do falecimento) e as 22:19 do dia de sua morte, bem como no dia posterior. Entretanto, a área de Tecnologia do IPS alegou que não possui capacidade para reconstruir ou determinar qual informação foi especificamente alterada.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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