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Internacional

"Relaxem": as polêmicas respostas de Infantino sobre Irã, árbitro somali e se perdeu o controle da Copa

Presidente da FIFA minimiza controvérsias antes do Mundial 2026

11/06/2026 13:45 3 min lectura 28 visualizações
"Relájense": las polémicas respuestas de Infantino sobre Irán, el árbitro somalí y si perdió el control del Mundial

Ouvindo o presidente da FIFA, Gianni Infantino, qualquer um pensaria que a controvérsia em torno da Copa do Mundo de 2026 nos últimos dias tem sido insignificante.

"Simplesmente, já sabe, é preciso estar tranquilo, relaxem", disse Infantino em coletiva de imprensa no Estádio Azteca na véspera da partida inaugural de quinta-feira entre México e África do Sul.

Afinal, não é como se um de seus árbitros tivesse sido barrado de entrar nos Estados Unidos. Ou se o atacante iraquiano Aymen Hussein tivesse sido interrogado por várias horas em um aeroporto de Chicago antes de lhe ser permitido entrar no país.

Nem que o Irã tenha sido obrigado a transferir sua base para o México, que seus torcedores tiveram todos os ingressos cancelados pelas autoridades estadounidenses e que membros de sua delegação tiveram vistos negados.

Claro, todos esses incidentes ocorreram, e essa era a oportunidade de Infantino para defender a FIFA, para apoiar o árbitro somali Omar Artan, que viu o momento de auge de sua carreira ser arrancado dele.

Para criticar ou questionar, senão condenar, o governo dos Estados Unidos pela forma como tem gerenciado o torneio antes mesmo de começar.

O fato de o árbitro número um da África ter sido rejeitado pela imigração foi simplesmente "infortunado".

E houve uma feroz defesa do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, com Infantino afirmando que uma Copa do Mundo que será disputada em grande parte naquele país teria sido "impossível" sem o dirigente de 79 anos.

Quando Infantino sentou-se no Azteca, sabia perfeitamente quais perguntas lhe seriam feitas.

A expulsão de Artan, após um interrogatório de 11 horas no Aeroporto Internacional de Miami, havia ocorrido apenas poucas horas antes, acusado por um funcionário estadounidense de ter ligações com terroristas em seu país.

"É infortunado o que ocorreu com o árbitro da Somália", disse Infantino. "Mas, novamente, não controlamos tudo.

"Tentamos, discutiremos, falaremos, veremos. Talvez às vezes também seja bom, já sabe, simplesmente acalmar-se, relaxar".

Essas palavras terão sido de pouco consolo para Artan, que pousou de volta na capital somali, Mogadíscio, na quarta-feira após ver morrer seu sonho mundialista.

Não houve palavras de apoio ao árbitro, nem foram expressados arrependimentos. Foi simplesmente "infortunado".

Quando questionado sobre outros problemas de visto, que também afetaram torcedores e delegações de equipes, Infantino desviou a atenção para a Copa do Mundo feminina de 2035, que quase com toda certeza será adjudicada ao Reino Unido.

"Considerariam normal que a FIFA ditasse ao governo britânico a quem deixar entrar no país e a quem não?", perguntou Infantino.

Quando a Inglaterra foi anfitriã da Copa do Mundo em 1966, ocorreu uma situação surpreendentemente similar.

O governo britânico temia que a presença da comunista Coreia do Norte pudesse provocar repercussões diplomáticas e considerou negar-lhes a entrada.

Após uma carta da Associação de Futebol advertindo ao governo que o país corria o risco de perder a Copa do Mundo, foram feitas concessões para permitir sua participação.

A Indonésia, que sediaria a Copa do Mundo Sub-20 de 2023, perdeu a sede após afirmar que Israel não seria admitido.

Contudo, quando os Estados Unidos tomam decisões similares que afetam países participantes na Copa do Mundo, como o Irã, a FIFA afirma estar impotente.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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