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Internacional

Netanyahu diz que acordo com Líbano representa um "duro golpe para Irã e Hizbulá"

27/06/2026 23:00 3 min lectura 9 visualizações
Netanyahu dice que acuerdo con Líbano supone un "duro golpe para Irán y Hizbulá"

Captura de tela: Escritório do Primeiro-Ministro de Israel/EFE

"Representa um duro golpe para o Irã e Hizbulá. O governo libanês demonstrou coragem. Estados Unidos e Líbano reconheceram nosso direito a manter uma zona de segurança enquanto existir uma ameaça", disse Netanyahu em seu primeiro discurso após a assinatura do acordo em Washington pelos embaixadores dos dois países.

Em seu tom triunfalista habitual, Netanyahu afirmou que o Irã queria "forçar" uma retirada israelense do sul do Líbano, mas que ele resistiu e que agora "Israel, Líbano e Estados Unidos estão dizendo ao Irã: 'Isto não é assunto seu. Vocês não têm status, participação nem papel algum aqui. Nem vocês, nem Hizbulá, nem nenhum grupo terrorista'".

De costas para um mapa digitalizado, Netanyahu apontou as duas áreas das quais o Exército israelense se retirará após ser substituído por tropas libanesas, e garantiu que uma das zonas fica fora de onde se situam as tropas, e a outra "em uma área que as Forças de Defesa de Israel já não precisam controlar".

O ponto 3 do acordo, publicado ontem pelo Departamento de Estado dos EUA, alude a um "Anexo de Segurança" — que não foi divulgado publicamente — segundo o qual as Forças Armadas Libanesas (FAL) assumirão "gradualmente" o controle destas duas "zonas piloto" que servirão como trampolim para um "repliegue gradual" das Forças de Defesa de Israel (FDI).

Mas este repliegue fica condicionado a que ocorra "o desarmamento bem-sucedido dos grupos armados não estatais e o desmantelamento de sua infraestrutura", segundo o documento.

Além disso, o ponto 7 indica por escrito que "nada neste (acordo) marco" impede Israel ou Líbano de atacar a fim de "exercer seu direito inerente à legítima defesa"; sem fazer alusão direta alguma a Hizbulá.

A este respeito, Netanyahu reiterou hoje que tal liberdade de ação consiste "em frustrar todas as ameaças que coloquem em perigo aos soldados", inclusive, disse, quando não se tratar de um risco "imediato" para as tropas.

"Esta é uma diretiva clara. Tenho dito uma e outra vez. Se veem um perigo, ajam. Não é apenas o direito de agir, mas a obrigação de fazê-lo", disse.

Nota relacionada: Chefe do Hezbulá qualifica acordo com Israel sobre Líbano de "grave erro"

Por sua parte, em um comunicado em redes sociais ao final do shabat, o ministro de Segurança Nacional, o condenado anterior por terrorismo judeu e colono Itamar Ben Gvir, qualificou o acordo como um "grave erro", já que o governo libanês "não desarmará Hizbulá", afirmou.

"Apenas os soldados das FDI destruirão Hizbulá; ninguém mais o fará por nós", acrescentou o líder do partido de extrema direita Poder Judeu.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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