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Internacional

Colômbia vive horas críticas para o resgate

País enfrenta a janela de 72 horas após terremoto de magnitude 7,4 que deixa pelo menos 239 mortos

13/08/2026 11:00 3 min lectura 10 visualizações

A Colômbia encontrava-se ontem, quarta-feira, na fase crucial da 'janela de vida', as 72 horas posteriores a um desastre natural ou acidente, em que há mais probabilidades de resgatar as pessoas que permanecem presas, após o terremoto que sacudiu o país na segunda-feira e que deixa ao menos 239 mortos.

Segundo cálculos de agências internacionais e alguns meios de imprensa, existem entre 2.000 e 2.700 desaparecidos.

Com magnitude de 7,4, o sismo ocorrido na segunda-feira às 07h34 foi o mais mortífero que sacudiu a Colômbia no que vai do século e afetou em especial populações do Pacífico e da região cafetera no oeste do país.

O Governo anunciou que as bandeiras ondulariam a meia haste nos edifícios oficiais e embaixadas colombianas no exterior, "em homenagem a todos os falecidos", cujo número chega a 239, segundo a autoridade de atenção a desastres.

Nas cidades de Pereira e Cali as equipes de emergência trabalharam a noite toda com gruas, cães e maquinaria pesada na busca de sobreviventes, enquanto os voluntários formavam correntes humanas para retirar os escombros manualmente.

"Eu sei que hoje e amanhã vamos tirar gente viva (...) Eu já sou um velho, mas sou sabujo", disse à AFP Julio César Pineda, um resgatista de 67 anos, incansável apesar das jornadas noturnas sob penumbra pelos cortes de eletricidade que afetam quase toda Pereira.

"Estamos entrando na fase final das primeiras 72 horas", disse na quarta-feira o prefeito de Cali, Alejandro Eder, em referência ao período em que é mais provável encontrar sobreviventes.

"Não quer dizer que não haja sobreviventes depois, mas sim é mais difícil", acrescentou.

A alegria foi enorme quando as equipes de resgate tiraram com vida Daniela Largo, de 32 anos, após passar mais de 35 horas presa entre os escombros de um hotel em Pereira.

"Estou feliz porque quando já a tínhamos procurado tanto (...) e no momento em que estávamos perdendo as esperanças, recebemos uma chamada", confiou à AFP sua mãe, Sandra Milena Pérez.

Pérez contou que um vizinho ouviu os chamados de auxílio e alertou os resgatistas. "Estamos felizes (...) porque em casa a está esperando um filho" de 12 anos, explicou.

Nas cidades mais afetadas as famílias dormiram nos parques pelo temor a novos terremotos. Desde o sismo foram registradas mais de 130 réplicas.

COLABORAÇÃO. A solidariedade aliviou as jornadas de busca. Milhares levaram água, comida e suprimentos aos bairros afetados, enquanto se formavam longas filas frente aos centros de doação de sangue.

Em Cali um grupo de cineastas emprestou microfones, luzes e câmeras para identificar qualquer sinal de vida.

Nas zonas mais afetadas o "cheiro a carne em decomposição" é "super forte", disse uma resgatista.

A 250 quilômetros ao norte de Cali, em El Cairo, os moradores estão traumatizados.

"As pessoas não querem entrar nas casas, as pessoas não querem dormir", comentou Adriana González, uma cozinheira de 40 anos. Para encarar o processo de reconstrução, o recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella, que assumiu o poder há apenas seis dias, declarou situação de emergência no país e anunciou alívios para os afetados.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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