Nene e Papi Barreto dois nomes que batem ao som da percussão
Para Bernardo Martínez, docente principal da Academia e diretor da Casa Museo Nene y Papi Barreto, a instituição não é apenas um edifício, mas sim o coração onde bate a história da bateria no Paraguai, uma que tem oito décadas.
Cada 6 de abril, a comunidade se reúne para recordar a partida do grande mestre Nelson "Nene" Barreto, uma figura que Martínez define como o formador dos melhores bateristas do país até hoje.
"Nene Barreto é importante para todos os bateristas do Paraguai, não só por sua técnica, mas por sua personalidade. A entidade que leva seu nome é emblemática porque representa um legado cultural imenso para nossa nação", explica Martínez com orgulho.
Graças à gestão da instituição, o Paraguai conta hoje com uma data própria no calendário oficial: o 22 de dezembro, dia do nascimento de Nene, foi declarado Dia Nacional do Baterista Paraguaio.
É uma jornada onde as baquetas se erguem em todo o território para honrar sua memória.
O calendário da Casa Museo se sustenta sobre quatro pilares fundamentais que marcam o ritmo do ano: o 6 de abril, que se comemora o falecimento de Nene Barreto.
Enquanto que o 12 de julho, se recorda Papi Barreto, irmão de Nene e cofundador da instituição.
O 7 de outubro se celebra a Fundação do Jazz Club Paraguayo (1962) e o 22 de dezembro é o Dia Nacional do Baterista Paraguaio.
Entre estes marcos, a Casa Museo mantém uma atividade constante. "Participamos de eventos como 'Los Museos se Muestran' e a 'Noche de los Museos'.
"Além disso, este 15 e 16 de maio, os bateristas serão parte da Gran Noche de Gala no Puerto de Asunción", comenta Martínez.
Para o diretor, cada uma dessas aparições busca proteger e difundir o mais sagrado que têm: a herança dos Barreto, que segue sendo a bússola para todos os que escolhem as peles e pratos como forma de vida.
Para o diretor, o impacto da instituição na música atual é inegável, já que quase a totalidade dos percussionistas ativos passou por suas salas de aula.
"Para as gerações novas, este deve ser um legado muito especial. Quase 90% dos bateristas que hoje estão tocando se formaram sob esta escola e vão mantendo a herança de Nene", afirma Martínez com convicção.
O viveiro desta instituição estendeu suas raízes até os cenários mais exigentes do país. Martínez destaca que os frutos deste ensino se veem na profissionalização do setor.
"Muitos alunos de Nene e meus já estão nas instituições acadêmicas, nas grandes orquestras sinfônicas e nos grupos mais importantes do país", ressalta.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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