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Economia

Não haverá participação da China na hidrovía Paraná-Paraguai, assegura Jan de Nul

27/05/2026 22:45 3 min lectura 11 visualizações
No habrá participación de China en la hidrovía Paraná-Paraguay, asegura Jan de Nul

"A estrutura societária projetada para a futura concessionária, assim como o esquema de financiamento e provedores estratégicos previsto para o desenvolvimento da concessão, não contempla participação de empresas chinesas, financiamento soberano estrangeiro nem ingerência estatal externa na operação da concessão", afirmou Jan de Nul em um comunicado.

A hidrovía Paraná-Paraguai é chave para a saída de navios de cargas de cinco países sul-americanos em direção ao Atlântico e Argentina busca entregar novamente a um operador privado, que obteria uma receita média de USD 618,6 milhões anuais durante o período base de concessão de 25 anos.

Jan de Nul, em sociedade com a argentina ServiMagnus, compete na licitação com a também multinacional belga Dredging, Environmental & Marine Engineering (DEME).

Ambas as empresas belgas apresentaram ofertas econômicas idênticas, mas o Governo da Argentina conferiu uma melhor avaliação à proposta técnica de Jan de Nul.

A licitação ficou envolvida na polêmica depois que um consórcio de empresas americanas que apoiam a DEME enviou uma carta à Casa Branca e ao Governo argentino alertando sobre falta de transparência na licitação e um suposto "viés" a favor de Jan de Nul.

Segundo meios locais, a isso se somou uma carta que o republicano Brian Mast, presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara de Representantes dos Estados Unidos, enviou em abril ao secretário de Estado, Marco Rubio, na qual o alertou sobre supostos vínculos de Jan de Nul com entidades estatais chinesas.

Isso motivou que diretivos de Jan de Nul se reunissem na quinta-feira passada com o embaixador dos Estados Unidos em Buenos Aires, Peter Lamelas.

Em seu comunicado desta quarta-feira, Jan de Nul afirmou que, caso ganhe a licitação, incorporará "soluções tecnológicas fornecidas por companhias ocidentais", dando prioridade às provenientes dos Estados Unidos.

"O consórcio priorizará a contratação de provedores e soluções tecnológicas confiáveis alinhadas com os interesses estratégicos do Ocidente e com as diretrizes de política exterior impulsionadas pelo Governo da República Argentina", indica o comunicado.

Este é o segundo processo de licitação para a concessão da hidrovía que leva adiante o Governo de Javier Milei depois que o primeiro, lançado em novembro de 2024, foi declarado nulo em fevereiro de 2025 ante a apresentação de uma única oferta, a de DEME, a qual o Executivo acusou naquele momento de tentar sabotar o processo, algo que a companhia negou.

Durante a primeira — e fracassada — licitação circularam na opinião pública acusações contra o Governo de Milei sobre o suposto direcionamento do concurso a favor de Jan de Nul, algo que esta empresa e o Executivo negaram.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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