A esposa de Joe Biden diz que pensou que o ex-presidente estava sofrendo um derrame durante o debate de 2024 contra Trump
A ex-primeira-dama dos Estados Unidos, Jill Biden, afirmou que pensou que seu esposo, o ex-presidente Joe Biden, estava sofrendo um derrame cerebral durante seu tristemente célebre debate presidencial de 2024.
"Estava assustada, porque nunca, jamais, havia visto Joe assim, nem antes nem depois. Nunca", contou Jill Biden à CBS News, parceira americana da BBC.
"Não sei o que aconteceu", disse. "Enquanto o estava vendo, pensei: 'Meu Deus, ele está tendo um derrame'. E isso me aterrorizou".
O presidente Biden enfrentou uma intensa pressão de seus colegas democratas para que se retirasse como candidato após sua difícil apresentação no debate contra o então candidato republicano, Donald Trump.
No final, Biden se retirou da disputa e deu seu apoio à então vice-presidente Kamala Harris.
A entrevista da ex-primeira-dama com Rita Braver, do programa CBS News Sunday Morning, será exibida neste domingo.
Jill Biden permaneceu ao lado de seu esposo ao longo de sua carreira durante décadas, desde sua época como senador por Delaware até seus anos como presidente.
Foi considerada uma de suas conselheiras mais influentes durante sua presidência, e uma das pessoas que, em última instância, o encorajaram a se retirar da disputa eleitoral de 2024.
Após o debate de junho de 2024 — que ocorreu meses antes das eleições presidenciais — os democratas expressaram sua preocupação com o vacilante desempenho do presidente.
Naquele momento, a campanha de Biden insistiu que o presidente não renunciaria à sua candidatura democrata e que voltaria a debater com Donald Trump.
Durante o debate, entre dois homens que aspiravam a um segundo mandato, Biden e Trump se enfrentaram em torno de temas fundamentais como imigração, economia e direitos reprodutivos.
No entanto, o "começo lento" de Biden — como a própria vice-presidente, Kamala Harris, o caracterizou — deixou preocupados alguns líderes democratas.
Biden tinha a voz rouca — o que, segundo explicou sua equipe, se devia ao fato de estar doente — e teve um momento em que pareceu estar perdendo o fio de suas ideias.
As preocupações dos eleitores em relação à saúde, agudeza mental e idade de Biden — que tinha 81 anos naquele momento — já pesavam consideravelmente sobre o debate.
Os analistas criticaram duramente o presidente na maioria dos principais meios de comunicação americanos, levantando dúvidas tanto sobre a capacidade de Biden de exercer o cargo presidencial quanto sobre suas chances de vitória nas eleições de novembro de 2024.
Considerava-se improvável que Biden — o presidente em exercício — fosse substituído como candidato do Partido Democrata a apenas alguns meses das eleições. Percebia-se que o árduo processo de escolher um novo candidato corria o risco de descarrilar a aspiração do partido de ocupar a Casa Branca.
No entanto, seu desempenho no debate — somado a uma série de lapsos cometidos durante uma cúpula da OTAN nas semanas seguintes e a uma aparência de fragilidade após ter testado positivo para covid-19 — acabou levando à retirada de sua candidatura.
Harris assumiu a candidatura democrata aproximadamente três meses antes das eleições e, finalmente, perdeu a disputa contra Trump.
Após sua derrota eleitoral, Harris criticou seu antigo chefe, caracterizando a decisão de Biden de buscar um segundo mandato como "imprudência".
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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