De la Espriella esclarece posição sobre reconstrução na Venezuela após resposta do Governo
Esclarecimento sobre declarações de De la Espriella
O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, esclareceu neste sábado que não propôs "desconhecer a soberania da Venezuela", após o Governo daquele país responder a algumas declarações suas sobre a reconstrução necessária pós-doble terremoto do passado 24 de junho.
A Chancelaria venezuelana havia reagido com "estranheza" às declarações do mandatário eleito colombiano, que na sexta-feira assegurou que a reconstrução da Venezuela após o terremoto deveria realizar-se com participação da Colômbia e que abordaria a situação com os Estados Unidos.
Resposta do Governo venezuelano
O Governo venezuelano reafirmou previamente que é sua competência "exclusiva" planejar e liderar a reconstrução após os sismos, e que já "ativou" suas empresas públicas, indústria nacional e setor privado para levar a cabo este processo.
Ênfase em cooperação e solidariedade
"Em nenhum momento se propôs desconhecer a soberania da Venezuela nem substituir as responsabilidades que correspondem a suas autoridades", manifestou em um comunicado a assessoria de imprensa de De la Espriella, que assumirá como presidente no próximo 7 de agosto.
O mandatário eleito acrescentou que "a reconstrução das zonas afetadas é um desafio de proporções enormes que pode beneficiar-se da solidariedade internacional, da experiência técnica de países vizinhos e da participação de seus setores produtivos, sempre dentro dos mecanismos de cooperação que resultem cabíveis e com pleno respeito pelo direito internacional".
Perspectiva humanitária
Segundo o comunicado, De la Espriella fez suas afirmações "desde uma perspectiva exclusivamente humanitária e de cooperação regional, inspiradas na convicção de que, ante tragédias dessa magnitude, os países vizinhos devem estar dispostos a somar capacidades para aliviar o sofrimento das comunidades afetadas".
Sua assessoria destacou que a Colômbia conta com capacidades técnicas, logísticas e humanas "que poderiam contribuir de maneira significativa aos trabalhos de remoção de escombros, recuperação de infraestrutura e reconstrução, se assim chegassem a existir os canais institucionais e a vontade de cooperação entre as partes".
"As tragédias não distinguem fronteiras nem ideologias. Nesses momentos, a solidariedade entre povos irmãos deve prevalecer sobre qualquer diferença política", acrescentou De la Espriella.
Saldo dos terremotos
Os dois terremotos do 24 de junho, de magnitude 7,2 e 7,5, deixaram até o momento 4.333 falecidos, 16.740 feridos e 17.907 pessoas sem moradia, segundo informou o presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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