"Não existe fundamento jurídico" para cobrar pedágio no estreito de Ormuz, diz a ONU
"Não existe nenhum fundamento jurídico para a introdução de nenhum imposto, de nenhuma tarifa nem de nenhum tipo de taxa sobre os estreitos utilizados para a navegação internacional", declarou Domínguez, secretário-geral da Organização Marítima Internacional (OMI), em coletiva de imprensa.
O Irã considera que seu exército deveria ter autoridade sobre o estreito de Ormuz e está elaborando um projeto de lei neste sentido, declarou nesta segunda-feira um alto responsável.
Ebrahim Azizi, presidente da comissão do Parlamento iraniano sobre segurança nacional, encarregada de examinar o texto, precisou à televisão estatal que as forças armadas controlariam o estreito para, entre outras coisas, impedir a passagem de "navios hostis".
O projeto também prevê que os direitos de passagem sejam pagos na moeda local, o rial iraniano.
Domínguez afirma estar em contato com "todos os países da região", incluindo o Irã.
O panamenho rejeitou firmemente a possibilidade de que uma solução para a reabertura do estreito de Ormuz implique o pagamento de uma taxa.
Domínguez insistiu que um plano de evacuação (no qual a OMI se comprometeu a trabalhar) dos 20.000 marinheiros bloqueados, distribuídos em cerca de 1.600 navios no Golfo, só poderia ser realizado uma vez que a travessia por essa via esteja completamente assegurada e em nenhum caso mediante o pagamento de um direito de passagem.
Desde o início da guerra no Oriente Médio, que começou com ataques de Israel e Estados Unidos contra o Irã em 28 de fevereiro, o Governo de Teerã decidiu bloquear o estreito de Ormuz, vital para o fornecimento de hidrocarbonetos.
Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.
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