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Brasil-Paraguai

Não chega informe e Ministério Público não consegue avançar sobre trata de paraguaias no Brasil

Vítimas resgatadas pela Polícia Federal brasileira, mas documentação oficial do consulado paraguaio não foi recebida

02/06/2026 20:01 3 min lectura 31 visualizações
No llega informe y Fiscalía no puede avanzar sobre trata de paraguayas en Brasil

Ciudad del Este. Agência Regional.

Em 29 de maio passado, a Polícia Federal do Brasil havia resgatado oito mulheres paraguaias e três crianças, em locais nos quais estavam sendo vítimas de exploração sexual em cidades do estado do Paraná. Uma das procuradas como responsável foi detida, segundo informou a PF.

Das oito mulheres, quatro decidiram permanecer em território brasileiro em lugares de acolhimento, mas as demais retornaram ao Paraguai. A fiscal da Unidade contra a Trata de Pessoas, Vivian Coronel, havia sido comunicada por telefone do caso, mas até hoje não recebeu o informe oficial do consulado paraguaio.

Manifestou ao La Nación/Nación Media que algumas das mulheres retornaram ao país, mas ainda não conseguiu convocá-las para sua declaração porque não recebeu o relatório oficial. Além disso, afirmou que esteve em comunicação com o Consulado do Paraguai em Foz de Yguazú, mas não consegue avançar enquanto não tiver um documento oficial das circunstâncias do fato e da identidade de todas as afetadas.

As paraguaias foram resgatadas na execução da segunda fase da Operação Falsa Promessa da PF do Brasil, na qual foram fechadas três casas de exploração sexual. A operação executou medidas judiciais em:

  • Santa Helena
  • San Clemente
  • e Entre Ríos do Paraná.

Problema recorrente

Nos últimos meses ocorreram mais casos de denúncias por trata de pessoas realizadas no Paraguai e cometidas no Brasil. Levando em conta este último fato de resgate de paraguaias no Paraná, a fiscal Vivian Coronel sustenta como principal obstáculo que "as vítimas não se assumem como vítimas e não denunciam os casos como fatos puníveis".

Questionada se não foi a denúncia das afetadas o que motivou a intervenção policial brasileira, garantiu que sim, mas que normalmente as vítimas dizem que estão ou estiveram nos locais por vontade própria. O medo as faz reagir de diferentes formas, afirmou.

"Nos casos de exploração sexual, o silêncio ou a defesa que a pessoa faz de seu explorador não é sinônimo de liberdade; é o sintoma mais claro do medo, dependência emocional, controle psicológico e econômico que sofre", manifestou a fiscal Coronel.

Falsa Promesa

A investigação da PF que resultou no resgate das paraguaias aponta "para a atuação de grupos criminais dedicados a captar mulheres estrangeiras em situação de vulnerabilidade, sobretudo paraguaias e argentinas, para a exploração sexual no Brasil".

A Polícia Federal refere também que "as vítimas são atraídas com falsas promessas e ao chegar ao país passam a ser submetidas a dívidas fraudulentas, intimidações, restrições de liberdade e retenção de documentos".

Acrescenta que há indícios de apropriação integral ou parcial do dinheiro obtido nos encontros sexuais, além da retenção dos documentos de identidade.

Esta notícia foi traduzida pela Equipe Editorial do ParaguaiNews a partir da notícia original publicada por nossos colegas do Diario Paraguayo.

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